Uma noite sem dormir pode comprometer o cumprimento de obrigações no trabalho, na escola ou na faculdade. Para enfrentar o dia seguinte, a orientação do psiquiatra Marco Abud é manter as atividades, em vez de reduzir o ritmo ou poupar energia.
De acordo com dados da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), cerca de 72% dos brasileiros enfrentam doenças relacionadas ao sono. Esses problemas podem afetar a rotina e a saúde mental.
O que fazer após a insônia
Segundo Marco Abud, diminuir o nível de atividades depois de uma noite mal dormida pode contribuir para uma nova crise de insônia no momento de descansar. A recomendação é incluir atividades físicas e mentais ao longo do dia.
A ideia é manter o corpo em movimento para que os estímulos favoreçam o sono durante a noite. O especialista afirma que o dia seguinte à insônia deve ser preenchido com atividades, sem cortes na rotina, mesmo diante do cansaço.
Essa orientação se aplica a situações em que a pessoa precisa cumprir compromissos apesar de não ter dormido durante a noite. Ainda assim, a falta de sono pode trazer riscos e afetar diferentes capacidades.
Riscos associados à falta de sono
O estudo “The societal costs of insomnia” (Os custos sociais da insônia), de Alan G. Wade, publicado no periódico “Neuropsychiatric Disease and Treatment” em 2011, aponta impactos negativos da má qualidade do sono nas habilidades cognitivas e psicomotoras, na fadiga, no humor e na qualidade de vida geral.
Entre os riscos citados estão o aumento de acidentes de trânsito e de trabalho, além da maior incidência de quedas e fraturas em idosos. Casos crônicos também elevam o uso de ansiolíticos e de medicamentos para induzir o sono.
De acordo com o estudo, episódios recorrentes de insônia devem ser investigados e tratados com médicos especialistas.









