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Por que tanta gente se sente culpada ao faltar ao trabalho por doença
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Por que tanta gente se sente culpada ao faltar ao trabalho por doença

Especialistas relacionam a culpa ao vínculo com o trabalho e a ambientes que priorizam a produtividade em detrimento da saúde.

Sentir culpa ao avisar que está doente pode estar ligado tanto à identidade profissional quanto à cultura do local de trabalho. Pesquisas indicam que entre um terço e metade das pessoas no Reino Unido continuam trabalhando mesmo quando estão doentes, comportamento conhecido como presenteísmo.

Para o professor Cary Cooper, psicólogo da Universidade de Manchester, a maior atenção das gerações mais novas ao bem-estar mental não significa que elas sejam “mimadas”. Segundo ele, trabalhadores mais jovens parecem mais dispostos a considerar a saúde mental parte da saúde geral.

O peso da identidade profissional

Psicólogos organizacionais usam o termo centralidade do trabalho para descrever situações em que a profissão ocupa um papel central na identidade de uma pessoa. Esse vínculo pode estar associado a maior engajamento, comprometimento e disposição para se esforçar.

Audrey Tang, psicóloga que escreve sobre bem-estar no local de trabalho, afirma que algumas pessoas sentem um forte desejo de continuar comparecendo. A tendência, segundo ela, aparece com frequência entre profissionais de áreas ligadas ao cuidado, como medicina, enfermagem e ensino.

O receio de parecer fraco ou preguiçoso também pode pesar. Trabalhadores no início da carreira podem temer causar uma impressão negativa, diz Tang.

Quando o ambiente estimula o presenteísmo

A psicóloga Tara Quinn-Cirillo afirma que equipes sobrecarregadas e sem cobertura suficiente podem fazer os funcionários sentirem que sua ausência aumentará a carga dos colegas. Em organizações que colocam a produtividade acima da saúde, culpa e vergonha podem influenciar a decisão de pedir licença médica.

A especialista diz que, em ambientes saudáveis, deve ser possível conversar de forma aberta sobre bem-estar e afastamentos. Quando as ausências são questionadas ou vistas negativamente, os trabalhadores podem evitar uma pausa legítima por medo de julgamento.

Quando ficar em casa

Em casos de vômito e diarreia, a recomendação citada por Tang é permanecer em casa por 48 horas depois do desaparecimento dos sintomas. Para febre, o período indicado é de 24 horas. Tosse e resfriado ficam em uma zona mais difícil de avaliar, especialmente quando o trabalho remoto é possível.

A saúde mental deve ser tratada da mesma forma que a saúde física, afirma a psicóloga. Dificuldade para cuidar de si, relaxar ou dormir bem pode indicar que o repouso é necessário.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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