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Sakamoto: Flávio aproveita crise no STF e consegue barrar votação do fim da 6×1
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Brasil

Flávio Bolsonaro articula adiamento da votação sobre o fim da escala 6×1

Após apelo do senador, Davi Alcolumbre anunciou que a PEC deve ser votada em 2026, depois das eleições.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articulou o adiamento da votação da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1. Após conversar com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, ele ouviu que a análise deve ocorrer em 2026, mas somente depois das eleições.

A PEC havia sido aprovada sem dificuldade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta (2). Flávio argumentou que a votação poderia desequilibrar as eleições. A decisão foi tomada enquanto o Supremo Tribunal Federal enfrentava desdobramentos relacionados aos escândalos do Banco Master e do INSS, incluindo questionamentos sobre a atuação dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Risco para a aprovação

Defensores da proposta no governo avaliam que o adiamento pode prejudicar o texto. Dois terços do Senado estão em disputa nesta eleição, o que era apontado como um incentivo para que parlamentares apoiassem a mudança. Na Câmara, 472 dos 513 deputados deram aval à proposta. Em maio, apenas 11 dos 97 deputados do PL votaram contra o fim da escala 6×1.

Pesquisas mencionadas no debate indicam que cerca de 70% da população apoiam a medida, com adesão entre eleitores ligados ao lulismo, ao bolsonarismo e aos independentes. A aprovação da PEC é tratada como uma aposta de Luiz Inácio Lula da Silva para melhorar sua popularidade na reta final da campanha.

Flávio tentou antes aprovar a chamada PEC da Hora Trabalhada, que previa remuneração por hora e mais flexibilidade na organização da jornada. A proposta alternativa não eliminaria a escala 6×1, que continuaria como teto, e deixaria eventuais reduções de jornada para negociação entre patrão e empregado.

Como a PEC da Hora Trabalhada não avançou na CCJ, o senador passou a atuar pelo adiamento da votação principal. Nesta semana, afirmou: “Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar”.

Na CCJ, Rogério Marinho (PL-RN) pediu vista da proposta, mas a análise foi retomada uma hora depois. Ele tentou incluir trechos do texto alternativo na PEC do fim da 6×1, mas a sugestão foi rejeitada. Marinho, coordenador da campanha de Flávio, também afirmou que reduzir a jornada sem diminuir salários elevaria custos. O relator Omar Aziz reagiu e questionou se os deputados do PL que apoiaram a proposta na Câmara também seriam considerados “burros”.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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