BELO HORIZONTE — A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil (BB) terá início nesta quinta-feira (10/9), por tempo indeterminado. A concentração está prevista para por volta das 10h, em frente à Agência Século da Caixa, na Rua Carijós, 218, no Centro de Belo Horizonte.
O aviso de greve foi formalizado pelo sindicato que representa os bancários de Belo Horizonte e da Região Metropolitana, seguindo os procedimentos legais. A decisão veio após 13 rodadas de negociações e a rejeição da proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Entre os funcionários da Caixa, 93,5% rejeitaram a proposta e 68,2% aprovaram a paralisação. No Banco do Brasil, os índices foram de 81% e 47,1%, respectivamente. As agências deverão permanecer fechadas, e os bancos orientam os clientes a utilizar canais on-line, aplicativos ou telefone.
Negociação no Banco do Brasil
O Banco do Brasil confirmou a retomada das discussões sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico, com reunião marcada para a tarde desta terça-feira (8/9). A decisão atende ao que foi aprovado em assembleias da categoria.
Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), afirmou: “Vamos retomar as discussões com disposição para avançar nas reivindicações dos funcionários”.
A Caixa informou que mantém o diálogo com as entidades representativas e busca uma solução para a renovação do ACT e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O Banco do Brasil disse que participa da mesa única da Fenaban, voltada às questões gerais da categoria, e mantém uma mesa específica com as entidades sindicais.
Bancos privados
Os funcionários dos bancos particulares não participarão da greve. A proposta da Fenaban foi aprovada por 67,3%, enquanto 29,6% votaram contra e 3,1% se abstiveram.
O acordo prevê, para 2026 e 2027, reajuste nos salários, vales, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e demais verbas com reposição da inflação medida pelo INPC mais 0,6%. Também foram aprovadas cláusulas sobre saúde mental, combate ao assédio, monitoramento digital, direito à desconexão, indenização, qualificação, recolocação e proteção da unidade nacional.








