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Kākāpō chega a 325 aves após recorde de filhotes sobreviventes
Brasil

Kākāpō chega a 325 aves após recorde de filhotes sobreviventes

Espécie ameaçada da Nova Zelândia alcançou a maior população desde o início do programa de recuperação, em 1995.

A população de kākāpō chegou a 325 aves após a temporada de reprodução de 2026. O resultado inclui 90 filhotes sobreviventes, oficialmente incorporados ao grupo, e marca o maior número registrado desde o início do programa de recuperação da espécie.

Em 1995, havia apenas 51 kākāpō: 31 machos e 20 fêmeas. Apesar do crescimento, o papagaio continua criticamente ameaçado e depende de áreas protegidas e de monitoramento próximo para sobreviver.

Reprodução e acompanhamento

A temporada de 2026 foi a primeira reprodução desde 2022, depois de um intervalo de quatro anos. Antes do nascimento dos filhotes, a população adulta era de 236 aves.

O kākāpō é um papagaio grande, verde, noturno e incapaz de voar. Os machos podem pesar cerca de 4 quilos, e a espécie se desloca principalmente pelo chão.

A reprodução ocorre normalmente a cada dois a quatro anos, quando as árvores rimu produzem muitos frutos. As fêmeas podem colocar de um a cinco ovos, mas geralmente apenas um filhote chega a deixar o ninho por temporada.

Os machos se reúnem em uma mesma área para atrair as fêmeas. Durante a noite, fazem vocalizações graves conhecidas como “booms” em pequenas depressões preparadas no solo.

Equipes acompanharam ninhos, ovos e filhotes e usaram incubação, alimentação suplementar e transferência de filhotes entre fêmeas. Cada ave utiliza um transmissor de rádio, enquanto sistemas de monitoramento remoto ajudam a observar a localização, a atividade e os ninhos.

Mudança na conservação

Os 90 filhotes que chegaram aos 150 dias de vida fizeram de 2026 a temporada com o maior número de sobreviventes nessa fase. O Departamento de Conservação da Nova Zelândia informou que foram necessários 16 anos, nas primeiras décadas do projeto, para alcançar um número semelhante.

Com o aumento da população, os pesquisadores passaram a testar uma estratégia com menos intervenção. Entre as medidas estão deixar mais ovos nos ninhos, reduzir algumas verificações e diminuir a alimentação suplementar em determinadas áreas.

A espécie ainda enfrenta predadores, doenças, baixa diversidade genética e falta de habitats seguros. A baixa diversidade, resultado do pequeno número de aves no início do programa, continua influenciando a fertilidade e o sucesso na eclosão dos ovos.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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