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Votação de novembro testa força de Trump e rumo do Partido Democrata
Foto: Kent Nishimura/AFP
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Votação de novembro testa força de Trump e rumo do Partido Democrata

Disputa pelo Congresso pode redefinir as duas legendas americanas antes da corrida presidencial de 2028.

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos devem decidir o controle do Congresso nos próximos dois anos e pressionar republicanos e democratas a redefinir suas estratégias para 2028. A votação também será um teste para a permanência de Donald Trump na política depois do fim de seu mandato.

O cenário atual favorece os democratas. No modelo mais recente do analista Nate Silver, o partido aparece com 86% de chance de recuperar a maioria na Câmara e 59% de possibilidade de fazer o mesmo no Senado. Para controlar a Casa, os democratas precisam conquistar pelo menos quatro cadeiras.

A avaliação considera disputas competitivas em Texas, Ohio, Alasca e Iowa, estados vencidos por Trump por margens folgadas em 2024. As pesquisas, porém, têm histórico de falhas nos Estados Unidos. A aprovação do presidente oscila entre 37% e 41%, pressionada pela alta persistente dos preços.

Presidentes com baixa popularidade costumam perder espaço no Congresso. George W. Bush perdeu a maioria na Câmara e no Senado em 2006, quando tinha números semelhantes. Em 2018, Trump tinha 44% de aprovação no meio do primeiro mandato e viu os republicanos se tornarem minoria entre os deputados.

O resultado terá efeito direto sobre a agenda do governo federal. Uma maioria republicana alinhada permitiria avançar com medidas conservadoras. Já uma oposição com força no Congresso poderia abrir investigações sobre a guerra no Irã, acusações de corrupção no Executivo e outros assuntos. Trump chegou a dizer: “Se perdemos a eleição vou sofrer impeachment”.

Republicanos buscam continuidade após Trump

Trump tenta consolidar sua influência sobre o Partido Republicano. Nos dias 9 e 10 de setembro, participou de uma convenção no Texas, um tipo de encontro normalmente associado à escolha de candidatos à Presidência. Ele discursou nas duas noites, diante de apoiadores do movimento MAGA e de candidatos que estarão nas urnas em novembro.

O presidente apoiou candidaturas e atuou contra dois senadores e um deputado republicanos que faziam oposição a ele. Também defende restrições à votação pelo correio, sob o argumento de evitar fraudes, e se opõe a controles sobre o avanço da inteligência artificial para preservar a disputa com a China.

Democratas procuram nova identidade

Entre os democratas, a derrota de dois anos atrás deixou um vácuo de liderança após o declínio de Joe Biden e Nancy Pelosi. O partido tenta combinar posições tradicionais com propostas mais à esquerda defendidas por candidatos apoiados por eleitores jovens.

Essa ala reúne os Socialistas Democráticos da América, com Alexandria Ocasio-Cortez e Zohran Mamdani, e um grupo de progressistas. Em Michigan, Abdul El-Sayed venceu a primária democrata para o Senado ao defender serviço de saúde grátis para todos e o fim do ICE. Em um mês, sua vantagem sobre o republicano Mike Rogers passou de 1,6 para 2,9 pontos.

Para Elaine Kamarck, diretora do Centro de Gestão Pública da Brookings Institution, não há entre os democratas um movimento equivalente ao MAGA. “Os radicais simplesmente não têm poder”, afirmou. Ainda assim, a liderança democrata pode incorporar parte desse discurso na disputa pela Casa Branca após as eleições de meio de mandato.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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