A possibilidade de agentes federais de imigração, integrantes do FBI ou tropas serem enviados a locais de votação nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos preocupa os democratas. A administração de Donald Trump tem dado respostas contraditórias sobre o tema.
O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou em audiência no Comitê Judiciário do Senado que a agência vai mobilizar agentes e analistas de inteligência para garantir a segurança das eleições, mas não descartou a presença de agentes dentro dos locais de votação. Ele também hesitou ao responder se essa medida seria ilegal.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, disse que agentes do ICE poderiam aparecer em uma seção eleitoral diante de uma ameaça ao local ou para cumprir um mandado contra uma pessoa procurada. A legislação federal, porém, proíbe o envio de tropas ou homens armados a locais onde ocorram eleições, com exceções para quem esteja exercendo o direito de voto.
Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna afirmou que o ICE não planeja operações voltadas para locais de votação. Segundo ele, agentes poderiam responder rapidamente a um incidente se fossem solicitados por autoridades locais.
Forças Armadas dizem não ter planos
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmou em carta à senadora Elissa Slotkin que as Forças Armadas não têm planos de enviar militares da ativa ou tropas federalizadas da Guarda Nacional às seções eleitorais. Também não haveria planos para apreender cédulas, urnas eletrônicas ou outros materiais eleitorais.
Tom Homan, responsável da Casa Branca pela política de fronteiras, disse que não existe plano de realizar operações de fiscalização migratória nos locais de votação. Ele classificou as alegações contrárias como uma tentativa de atacar o ICE e a administração.
Trump não apresentou um plano específico, mas declarou que faria “o que fosse necessário para garantir eleições honestas”. O presidente também já se recusou a descartar o envio de tropas da Guarda Nacional ou de agentes federais às seções eleitorais.
David Becker, diretor executivo do Center for Election Innovation & Research, afirmou que os estados estão preparados para recorrer à Justiça caso uma ordem desse tipo seja emitida. Para ele, a simples ameaça de presença federal poderia levar eleitores a não comparecer às urnas.








