Donald Trump mencionou Joe Biden pelo menos 890 vezes desde o início deste ano, mantendo o antecessor no centro de seus discursos antes das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro. O democrata foi citado em quase 200 eventos e entrevistas e em cerca de 190 publicações na Truth Social — uma média de três menções por dia.
Trump atribui a Biden problemas relacionados à economia, à imigração e à política externa. Do total contabilizado desde janeiro, pelo menos 210 menções trataram da economia, 168 da imigração e 138 de questões internacionais e de segurança nacional.
A estratégia ocorre durante a campanha republicana para manter o controle do Congresso, enquanto os índices de aprovação de Trump caem. Em uma convenção republicana de meio de mandato em Dallas, o presidente disse que os democratas haviam oferecido aos americanos “quatro anos de desastre, caos e morte sob o comando do sonolento Joe Biden”.
Economia, imigração e guerras
A economia é o principal tema associado a Biden. Depois de afirmar, em fevereiro, que assumia a responsabilidade pelo desempenho econômico dos Estados Unidos, Trump passou a atribuir ao antecessor os problemas ligados ao custo de vida. Na semana passada, publicou na Truth Social que o aumento dos preços havia sido provocado pelo governo anterior.
Na imigração, Trump afirma que as políticas de Biden permitiram níveis recordes de entradas irregulares pela fronteira com o México. O argumento é usado pelo republicano para defender a ampliação da campanha de deportações.
O nome de Biden também aparece quando Trump fala sobre as guerras no Irã e na Ucrânia. O presidente acusa o democrata de ter sido pouco rigoroso com Teerã e relaciona o envio de armamentos americanos à Ucrânia, durante o governo anterior, à falta de munições enfrentada pelos Estados Unidos.
Biden, de 83 anos, se afastou em grande parte da vida pública enquanto enfrenta um câncer de próstata em estágio 4. No início do mês, afirmou que a radioterapia realizada no ano passado “funcionou como esperado” e que a doença foi controlada. O estrategista republicano Ryan Williams disse que Trump costuma escolher uma pessoa específica como contraponto para desviar a atenção de problemas enfrentados no presente.








