Os democratas lideram a preferência dos eleitores para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, com 44% das intenções de voto, contra 37% para candidatos republicanos. A diferença de sete pontos é a maior desde que Donald Trump voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025.
O partido também passou a ser mais bem avaliado na condução da economia. Os democratas aparecem com 38%, ante 37% dos republicanos, na primeira vantagem nesse tema em cerca de uma década.
A pesquisa Reuters/Ipsos ainda apontou rejeição à promessa de Trump de pagar US$ 5 mil a cada cidadão americano adulto caso os republicanos mantenham a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado. A proposta foi recusada por 63% dos entrevistados. Entre os republicanos, quatro em cada dez rejeitaram a ideia; entre os democratas, foram nove em cada dez.
Aprovação presidencial
Apesar da desvantagem republicana na disputa pelo Congresso, a aprovação de Trump subiu para 35%. O índice era de 33% em levantamento realizado entre 28 e 31 de agosto, resultado considerado o menor de sua carreira política.
A nova sondagem ouviu 1.143 americanos nos dias seguintes à primeira convenção de meio de mandato do Partido Republicano, realizada na semana passada e apelidada de “Trumpapalooza”. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. As eleições estão marcadas para 3 de novembro.
Os dados indicam insatisfação com a economia. A alta da gasolina, de mais de 40%, pressionou os preços de outros insumos, especialmente alimentos. Em junho, a Moody’s Analytics estimou que a guerra iniciada em fevereiro custou cerca de US$ 1.000 por domicílio.
Em um comício em Nova York no mês passado, Trump disse que pagar “um pouquinho a mais pela gasolina” compensaria o custo de impedir que “um país muito maligno” tivesse uma arma nuclear.







