A sessão do STF que analisará a abertura de uma investigação sobre Alexandre de Moraes começou com declarações de impedimento e terminou marcada por acusações entre Gilmar Mendes e André Mendonça. O julgamento envolve mensagens trocadas por Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Mendonça e Dias Toffoli declararam suspeição e não participarão da votação. O presidente da Corte e Flávio Dino também trocaram farpas, enquanto Mendonça teve outro confronto com Moraes. O julgamento ainda não havia começado efetivamente quando ocorreu a discussão entre os ministros.
Gilmar afirmou que Mendonça conduziu o caso com finalidade político-eleitoral. O decano também questionou a retirada do sigilo das mensagens antes do 7 de Setembro, avaliando que o conteúdo poderia ser usado em manifestações. Para Gilmar, a escolha da data e o contexto envolveram o STF em uma campanha eleitoral.
Mendonça interrompeu a fala e acusou o colega de agir com leviandade. Gilmar pediu que ele aguardasse em silêncio e reiterou que houve condução político-eleitoral do caso, além de dizer que pessoas decentes não agiriam daquela forma.
“Não aponte o dedo para mim. Não está falando com qualquer um. Respeite este tribunal”, respondeu Mendonça.
Gilmar rebateu afirmando que quem não se dá respeito não merece respeito. Na sequência, disse que houve uma tentativa de levar o STF para a área eleitoral e criticou a condução do caso, mencionando que, em nome de Deus, muitas irregularidades já foram cometidas.








