O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ter desempenho inferior no Nordeste nesta eleição em relação a 2022, segundo avaliação de Andrei Roman, CEO da AtlasIntel. Para ele, a vantagem do petista na região pode diminuir em até cinco pontos percentuais em alguns estados.
Roman afirmou que a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro nos cenários de segundo turno é inferior a um ponto percentual. Por isso, pequenas oscilações regionais podem influenciar o resultado nacional.
“Tudo indica que o Lula terá um desempenho muito pior no Nordeste dessa vez”, disse Roman. Historicamente, candidatos petistas registram percentuais próximos de 70% na região. Em 2022, Lula alcançou 69% dos votos válidos entre os eleitores nordestinos.
Peso do Sudeste
Segundo o CEO da AtlasIntel, uma perda de apoio no Nordeste não precisaria ser compensada na mesma proporção no Sudeste, porque a região concentra um eleitorado maior. Os três maiores colégios eleitorais reúnem 40% dos eleitores brasileiros.
Roman citou São Paulo, Minas e Rio de Janeiro como estados em que uma alta de três pontos poderia compensar uma queda de cinco pontos no Nordeste. A análise considera a distribuição regional do eleitorado e o peso do Sudeste no resultado nacional.
“Qualquer estado” pode influenciar a eleição, afirmou Roman, diante da diferença estreita entre os candidatos. Ele avaliou que a concentração de agendas de Lula no Sudeste é coerente com o cenário indicado pelos levantamentos eleitorais.
O analista também relacionou a redução da vantagem no Nordeste a dificuldades do governo para ampliar o apoio entre alguns segmentos. Entre os fatores citados estão mudanças na relação dos eleitores com programas sociais e alterações no perfil político de jovens e de parte da classe média baixa.
Para Roman, o desafio é transformar ações administrativas em uma conexão política mais ampla com esses grupos. A eleição, segundo ele, deve ser definida pela capacidade dos candidatos de converter vantagens regionais em votos no resultado nacional.








