ITAPOÃ (DF) — Odesvaldo Alves Cardoso, eletricista e socorrista de 30 anos, iniciou o atendimento a Flávia Gomes da Silva depois que ela foi esfaqueada pelo companheiro, Anderson Gonçalves. A mulher, de 35 anos, morreu após o ataque ocorrido nessa segunda-feira (7/9).
Odesvaldo contou que estava prestes a tomar banho e sair para a igreja quando ouviu os pedidos de ajuda de Flávia e da filha dela, de 4 anos. Ao chegar ao local, encontrou a vítima caída, consciente e respirando. “Ela gritou por mais ou menos seis vezes”, afirmou.
Com a ajuda de outra mulher, o socorrista fez os primeiros procedimentos. Ele permaneceu na cena até que os bombeiros assumissem o atendimento. Depois, soube que Flávia havia morrido antes de sair para a igreja.
Ataque e prisão
Flávia voltava do mercado acompanhada da filha quando foi abordada por Anderson em uma rua do Itapoã (DF). Conforme informações repassadas à polícia, o homem teria mandado a própria filha correr antes de atacar a companheira.
Depois das facadas, Anderson deixou o local. Ele foi preso na terça-feira (8/9), por volta das 7h, nas proximidades da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá. Um advogado tentou apresentá-lo à delegacia, mas a prisão ocorreu antes.
Em depoimento, Anderson admitiu que buscou a faca no próprio veículo e fugiu após golpear Flávia. “Ela caiu no chão, peguei o carro e saí”, declarou. Ele também disse que dirigiu até um matagal, onde teria perdido a arma, um objeto de pesca e a carteira.
Relatos da família
A irmã de Flávia afirmou que o casal mantinha um relacionamento desde 2017, embora não morasse oficialmente junto. Segundo ela, Anderson frequentava a casa da vítima e já havia agredido Flávia em duas ocasiões.
A familiar também relatou que Flávia reclamava do comportamento do companheiro, mas nunca registrou boletim de ocorrência. O Boletim de Ocorrência menciona ainda o uso excessivo de bebidas alcoólicas por Anderson, principalmente nos finais de semana.
Testemunhas disseram à polícia que ouviram uma discussão entre os dois pouco antes do crime. Após o ataque, um vizinho retirou a filha do casal do local. A irmã de Flávia também soube da morte por telefone, avisada pela nora da vítima.







