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TJPB considera ilegal exploração comercial da imagem de filho de influenciadora
Foto: Instagram/Reprodução
Brasil

TJPB considera ilegal exploração comercial da imagem de filho de influenciadora

Decisão da Justiça da Paraíba rejeitou autorização para uso remunerado da imagem da criança em conteúdos comerciais nas redes sociais.

A Justiça da Paraíba classificou como exploração comercial de incapaz o uso remunerado da imagem de uma criança em conteúdos publicados nas redes sociais. A decisão foi tomada pela 1ª Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

O juiz Adhailton Lacet Correia Porto negou o alvará pedido por Távila Gomes, que queria autorização para incluir o filho, de dois anos, em publis, campanhas patrocinadas e programas de remuneração oferecidos pelas plataformas virtuais.

Decisão judicial

Na avaliação do magistrado, a exposição frequente da intimidade da criança para gerar receitas publicitárias e engajamento não se enquadra na exceção de representação artística prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A sentença também definiu a prática como sharenting comercial.

A defesa havia argumentado que o menino teria participação incidental e coadjuvante em publicações sobre a rotina familiar e a maternidade. A proposta incluía a retenção dos valores em favor da criança, para despesas futuras com estudos.

A decisão afirma que a monetização desse tipo de conteúdo é incompatível com a proteção constitucional da infância. Para o juiz, a autorização representaria uma relação indireta e contínua de trabalho, apresentada como exibição de afeto doméstico.

Quem é Távila Gomes

Távila tem cerca de 300 mil seguidores e é namorada de Iran de Santana Alves, conhecido como Luva de Pedreiro. Os dois têm um filho.

O pedido analisado pelo TJPB buscava permitir o uso da imagem do menor em publicações comerciais. A Justiça rejeitou a solicitação com base na proteção prevista no ECA e no entendimento de que a criança não pode ser submetida à exploração econômica para fins publicitários.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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