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Walter Mendes confirmou contaminação por césio-137 em Goiânia
Foto: Reprodução/Lars Wersman Productions
Brasil

Walter Mendes confirmou contaminação por césio-137 em Goiânia

Físico impediu que uma peça radioativa fosse lançada em um rio e participou do atendimento às vítimas do acidente de 1987.

Walter Mendes Ferreira chegou à sede da Vigilância Sanitária no momento em que um bombeiro se preparava para lançar em um rio uma peça contaminada. O físico pediu que o descarte fosse interrompido e que os servidores do local fossem retirados.

O objeto fazia parte de um aparelho de radioterapia e havia sido levado para a unidade sem que sua origem fosse identificada. A confirmação de que havia césio-137 veio depois que Walter realizou uma medição com um detector emprestado de uma empresa do ramo. Inicialmente, ele desconfiou do resultado e chegou a pensar que o equipamento estivesse com defeito.

O chamado ocorreu após um médico do Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia comunicar que havia 11 pacientes internados sem diagnóstico definido. Walter, que tinha 29 anos na época, foi avisado por um colega e aceitou verificar a possibilidade de contaminação, embora inicialmente duvidasse que os sintomas tivessem relação com material radioativo.

“Cheguei exatamente no momento que o bombeiro ia jogar no rio, por desconhecimento”, contou o físico. O profissional que faria o descarte foi exposto a uma grande quantidade de radiação.

Atuação no acidente

Walter integrou as equipes responsáveis por identificar e atender as vítimas do acidente, iniciado em 13 de setembro de 1987, na capital de Goiás. Ele também participou da descontaminação das áreas atingidas.

“O acidente de Goiânia é considerado o maior acidente radiológico do mundo, e foi muito grave”, afirmou. Para o físico, o episódio alterou normas de segurança radiológica, procedimentos de emergência e práticas médicas relacionadas ao contato com material radioativo.

Natural de Minas Gerais, Walter Mendes Ferreira tem 73 anos, vive em Goiânia com a família e chefia a Divisão de Emergências Radiológicas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a mesma instituição acionada por ele durante a crise.

Um projeto em tramitação na Assembleia Legislativa de Goiás prevê conceder ao físico o Título Honorífico de Cidadão Goiano. A votação ainda está pendente. A proposta também menciona que Walter e a família moram na capital desde 2020.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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