BELO HORIZONTE — Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (8/9) que o Partido Novo foi responsável pelo pedido que resultou no afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.
“Conseguimos o afastamento do chefe da PF”, escreveu Zema nas redes sociais. Em outra publicação, declarou: “Chega de intocáveis”. O político também disse que continuará se posicionando contra os chamados intocáveis.
A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Andrei Rodrigues, o magistrado determinou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação.
De acordo com Mendonça, as medidas são necessárias para permitir que integrantes do STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da própria Polícia Federal exerçam suas funções “sem constrangimentos ilegais”. O ministro afirmou ainda ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da PF por mais de 30 dias.
Zema relacionou o afastamento às investigações envolvendo o Banco Master. Segundo ele, um relatório de 200 páginas encontrou menções a Andrei Rodrigues no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do banco. O nome do diretor-geral da PF apareceu em mensagens localizadas no aparelho durante as apurações do caso.
Ao comentar a decisão, Zema disse que a atuação do Partido Novo levou à medida e afirmou que o grupo seguirá firme contra os intocáveis. Mendonça determinou os afastamentos nesta terça-feira, na mesma decisão que tratou das condições para o exercício das funções por autoridades e servidores mencionados.








