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Alfabetização na infância sustenta aprendizagem e cidadania ao longo da vida
Economia

Alfabetização na infância sustenta aprendizagem e cidadania ao longo da vida

Para Santuza Bicalho, os primeiros anos escolares formam a base para interpretar informações, acompanhar mudanças e participar da sociedade.

A alfabetização nos primeiros anos de vida forma a base para o desenvolvimento escolar, a adaptação às mudanças e o exercício da cidadania, afirma Santuza Bicalho, Managing Director da International Schools Partnership no Brasil. O Dia Internacional da Alfabetização é celebrado em 8 de setembro e foi instituído pela UNESCO, em 1967, para reforçar a alfabetização como um direito humano fundamental.

Para Bicalho, garantir uma aprendizagem de qualidade desde a infância é um dos principais desafios da educação. Ela compara a alfabetização a uma pista de decolagem: quanto mais consistente for essa base, maiores serão as possibilidades de aprendizagem ao longo da trajetória escolar.

O desempenho no Ensino Médio, o ingresso na universidade e a capacidade de acompanhar as transformações do mercado de trabalho começam a ser construídos ainda na infância. Nesse período, segundo a educadora, as crianças desenvolvem a linguagem, ampliam a capacidade de aprender e estabelecem conexões que ajudam na construção de conhecimentos mais complexos.

A escola tem papel decisivo nesse processo. Ambientes com estímulos, interações e experiências variadas podem favorecer a alfabetização na língua materna e a aquisição de uma segunda ou terceira língua, especialmente nos primeiros anos de vida.

Mais do que ler e escrever

Bicalho afirma que alfabetizar não se limita ao reconhecimento de letras, à formação de palavras ou à leitura de textos curtos. O processo também envolve compreender, interpretar, argumentar e comunicar ideias com clareza.

Uma criança alfabetizada, de acordo com a educadora, consegue relacionar conhecimentos, analisar informações de maneira crítica e usar a linguagem para participar da sociedade. Essas habilidades influenciam a aprendizagem em diferentes áreas ao longo da vida.

Em meio aos debates sobre inteligência artificial, competências globais e novas metodologias, a autora destaca que as discussões dependem de uma base consistente de leitura, escrita e compreensão textual. A alfabetização ajuda os estudantes a interpretar informações, diferenciar fatos de opiniões, avaliar conteúdos e usar a tecnologia de forma consciente e responsável.

Por isso, investir na Educação Infantil e nos anos iniciais da Educação Básica é apresentado como uma estratégia de longo prazo para a sociedade. As tecnologias podem mudar a forma de aprender, mas, para Bicalho, não substituem a importância de uma alfabetização sólida, construída nos primeiros anos da escola.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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