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Zema comemora afastamento de diretor da PF determinado por Mendonça
Política

Zema comemora afastamento de diretor da PF determinado por Mendonça

Candidato do Novo afirmou que decisão atende a pedido do partido após menções a Andrei Rodrigues em investigação sobre Daniel Vorcaro.

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) comemorou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A decisão também atingiu o delegado Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF.

Nas redes sociais, Zema afirmou que o afastamento ocorreu após um pedido do Partido Novo. Segundo ele, um relatório de 200 páginas teria identificado menções a Andrei no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do extinto Banco Master.

“Conseguimos o afastamento do Chefe da PF”, escreveu Zema. Em seguida, declarou: “Chega de intocáveis”.

O pedido do Novo solicitou a abertura de investigação criminal e o afastamento cautelar de Andrei Augusto Passos Rodrigues. O partido argumentou que a apuração deveria ocorrer sem interferências, constrangimentos hierárquicos ou riscos ligados ao acesso privilegiado a informações, pessoas, sistemas e decisões administrativas da Polícia Federal. A solicitação citou o artigo 319, inciso VI, do Código de Processo Penal.

Decisão no Supremo

O afastamento preventivo foi determinado depois de uma controvérsia envolvendo relatórios de inteligência da PF usados pelo ministro Alexandre de Moraes para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução de casos relacionados ao Banco Master e às fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social.

Mendonça afirmou que os documentos indicariam um “monitoramento sistemático e ilegal” de sua atuação e da atuação de outras autoridades, incluindo o advogado-geral da União, Jorge Messias. Conforme a decisão, Moraes teria tomado conhecimento dos relatórios antes de utilizá-los em uma tentativa de incluir Mendonça no Inquérito das Fake News.

O julgamento está suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Mesmo sem a proclamação do resultado pelo colegiado, o afastamento continua válido por ser uma decisão liminar.

Depoimento de Vorcaro

Daniel Vorcaro declarou, em depoimento ao gabinete de André Mendonça, que uma negociação para uma delação premiada não avançou porque envolveria Andrei Rodrigues. Ele disse que viajou com o diretor da PF para eventos e que os dois mantiveram uma relação anterior.

Vorcaro afirmou ainda que não houve abertura para ser ouvido por delegados da Polícia Federal e que sua eventual colaboração envolveria “pessoas de um núcleo político”. No mesmo depoimento, sinalizou disposição para tentar novamente um acordo, desta vez com elementos sobre sua relação com Andrei.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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