SÃO PAULO — As exportações de São Paulo para os Estados Unidos caíram 9,7% no acumulado de 2026, segundo levantamento da Câmara Americana de Comércio (Amcham). Entre janeiro e julho, o pior resultado mensal foi registrado em julho, quando as vendas recuaram 23,2%.
Os produtos submetidos a tarifas tiveram a maior retração no período, de 31,5%. A queda, porém, também alcançou mercadorias isentas, que registraram redução de 11,6%. Aviões e suco de laranja estão entre os itens afetados.
Setores com alta
Na comparação com os sete primeiros meses de 2025, as exportações de óleos leves cresceram 304,6%, enquanto as de transformadores avançaram 186,1%. Mesmo com o desempenho desses segmentos, o resultado geral do comércio de bens entre o estado e o mercado americano ficou negativo.
Para Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, os números refletem a perda de ritmo nas relações comerciais entre os dois países. “Enquanto persistir o atual cenário tarifário, a tendência é que as trocas entre os dois países continuem perdendo força”, afirmou.
O dirigente também avaliou que o cenário pode piorar, com prejuízos para as economias dos Estados Unidos e do Brasil caso as barreiras tarifárias continuem em vigor.








