A semana começa com os mercados financeiros sob o impacto de declarações sobre os riscos da inteligência artificial e com uma agenda concentrada de decisões econômicas. Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu em um manifesto a redução do ritmo de criação de novos modelos para limitar riscos que considera concretos para a humanidade.
Sam Altman, da OpenAI, também falou no final de semana sobre os possíveis efeitos dos avanços da tecnologia. As declarações renovaram a preocupação com uma possível bolha envolvendo companhias de IA, fabricantes de chips e data centers.
Os futuros do Nasdaq recuam quase 2% no início da segunda-feira. O movimento também atinge o EWZ, fundo que representa ações brasileiras negociadas em Nova York. A pressão ocorre em um mercado que mantém uma aposta elevada na expansão da inteligência artificial e nos investimentos necessários para sustentar essa corrida.
Anthropic e OpenAI têm planos de abrir capital, mas ainda não fizeram isso. As duas empresas oferecem serviços de IA, enquanto o setor também depende de aportes em infraestrutura, como chips e data centers.
A agenda econômica inclui a chamada Superquarta, com decisões de política monetária do Fed, nos Estados Unidos, e do Copom, no Brasil. No exterior, há aposta em alta dos juros. No Brasil, o mercado considera possível um novo corte da Selic, depois de o IPCA registrar deflação em agosto.
Às 8h25, o Banco Central publica o Boletim Focus. Às 9h30, Gabriel Galípolo participa por videoconferência de reunião plenária do Financial Stability Board. Às 12h15, Christine Lagarde participa de evento sobre a resiliência da economia europeia na Áustria. Às 23h, a China divulga dados de produção industrial e vendas no varejo de setembro.
Nos Estados Unidos, o governo anuncia novas sanções contra um grande banco por relações com o Irã. A agenda também ocorre em meio à reescalada do conflito no Oriente Médio, que impulsiona o petróleo.








