Os mercados acompanham nesta quarta-feira, 16, uma agenda concentrada nas decisões de juros do Federal Reserve (Fed), às 15h, e do Comitê de Política Monetária (Copom), às 18h30. Também estão previstos indicadores de atividade, inflação, comércio exterior e fluxo cambial.
Nos Estados Unidos, os juros estão atualmente na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. A projeção é de alta para 4%. No Brasil, a Selic está em 14% ao ano, e a expectativa do mercado é de redução de 0,25 ponto percentual, para 13,75%.
Após a decisão americana, o Fed divulgará, às 15h, o Sumário de Projeções Econômicas. Às 15h30, o presidente da autoridade monetária, Kevin Warsh, concederá entrevista. Os investidores devem observar os documentos e a fala em busca de indicações sobre os próximos passos dos juros nos Estados Unidos.
Indicadores antes das decisões
A agenda começa às 3h, com a divulgação do índice de preços ao consumidor do Reino Unido referente a agosto. Em julho, a inflação ficou em 0,3% na comparação mensal e em 2,9% em 12 meses.
Às 6h, a Eurostat publica os dados de produção industrial da zona do euro em julho. O indicador ficou estável na comparação mensal e avançou 0,1% em 12 meses em junho. Para julho, a projeção é de queda de 0,2% na margem e de 0,3% na comparação anual.
No Brasil, a Fundação Getulio Vargas divulga, às 8h, o IGP-10 de setembro. O índice caiu 0,51% em agosto, e a expectativa é de alta de 1,3% neste mês. Às 9h, o Banco Central apresenta o IBC-Br de julho, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto. O indicador recuou 0,64% em junho, e a projeção para julho é de queda de 0,10%.
Nos Estados Unidos, às 9h30, serão conhecidos os dados de vendas no varejo de agosto. O indicador caiu 0,6% em julho na comparação mensal e acumulou alta de 5% em 12 meses. A projeção para agosto é de crescimento de 0,8%. O núcleo das vendas, que exclui alguns componentes mais voláteis, caiu 0,3% em julho, com previsão de alta de 0,5% em agosto.
No mesmo horário, serão divulgados os preços de bens exportados e importados em agosto. Em julho, os preços dos exportados recuaram 1,3%, e os dos importados caíram 0,4%. As projeções apontam para altas de 0,5% e 0,4%, respectivamente.
Petróleo, câmbio e cenário político
Às 11h30, a Energy Information Administration divulga os estoques de petróleo bruto referentes à semana encerrada em 11 de setembro. Na divulgação anterior, os estoques caíram 391 mil barris. No pregão anterior, o Brent subiu 2,90%, para US$ 108,75 por barril, e o WTI avançou 4,38%, para US$ 105,83. O movimento ajudou a sustentar as ações da Petrobras.
Às 14h30, o Banco Central informa os dados semanais do fluxo cambial até 11 de setembro. Na semana anterior, o saldo foi negativo em US$ 7,511 bilhões.
No ambiente político, o Supremo Tribunal Federal analisa um recurso sobre a possibilidade de reajuste de planos de saúde conforme a idade do beneficiário, após os 60 anos, em contratos anteriores à vigência do Estatuto da Pessoa Idosa.
Também está no radar o julgamento relacionado ao relatório da Polícia Federal que apontou o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A sessão foi suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Gilmar Mendes pediu que o caso seja analisado junto ao processo envolvendo supostas irregularidades por parte de André Mendonça, no dia 23. No resultado temporário proclamado por Edson Fachin, o placar ficou em 4 a 3 para que os casos não fossem julgados conjuntamente.
O calendário ainda prevê pesquisas eleitorais e entrevistas dos candidatos à Presidência Romeu Zema e Ronaldo Caiado à TV Record.








