São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Midterms podem tirar dos republicanos o controle do Congresso dos EUA
Política

Midterms podem tirar dos republicanos o controle do Congresso dos EUA

Eleições de novembro podem ampliar o poder de bloqueio dos democratas, mas não impediriam Trump de agir de forma unilateral.

As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para novembro, podem mudar o controle do Congresso e limitar parte da agenda do presidente Donald Trump. A avaliação é do Chatham House, que aponta os democratas como favoritos para conquistar a maioria na Câmara dos Representantes. A disputa pelo Senado é considerada mais equilibrada.

Se assumirem o controle de uma das casas, os democratas poderão bloquear propostas legislativas republicanas. Nesse cenário, a Casa Branca tende a ampliar o uso de instrumentos executivos, como declarações de emergência e medidas regulatórias. Trump deixaria de contar com o controle republicano simultâneo da Câmara, do Senado e da Presidência.

Uma maioria democrata, porém, não significaria uma mudança profunda na condução do governo. Mesmo controlando as duas casas, a oposição enfrentaria dificuldades para aprovar suas próprias medidas sem apoio republicano ou sem superar um veto presidencial. Operações militares e vendas de armas poderiam ser alvo de restrições, mas Trump teria condições de barrar essas iniciativas caso os democratas não reunissem votos para derrubar o veto.

Senado e orçamento

A confirmação de indicações para a Suprema Corte e para o Federal Reserve seria uma das principais áreas de pressão democrata. Esse poder dependeria da retomada do Senado, responsável por aprovar os nomes indicados pelo presidente.

A negociação fiscal também poderia se tornar um instrumento de influência. Trump depende do Congresso para financiar o governo e elevar o teto da dívida. O limite atual deve ser alcançado em meados de 2027, embora medidas extraordinárias possam adiar o risco por mais seis a nove meses.

O presidente pretende usar o processo de reconciliação orçamentária para elevar o teto da dívida em mais US$ 5 trilhões. O plano inclui recursos adicionais, entre eles US$ 60 bilhões para a defesa e US$ 12 bilhões destinados a agricultores afetados pela retaliação comercial e pelas turbulências no estreito de Ormuz.

Uma maioria democrata na Câmara impediria o uso desse mecanismo, segundo o instituto. Também poderia haver resistência de republicanos favoráveis à disciplina fiscal e preocupados com o crescimento da dívida pública.

Investigações e limites

A mudança no Congresso deve estimular novas investigações sobre o governo, incluindo os negócios da família Trump e a guerra com o Irã. A fiscalização, no entanto, enfrentaria obstáculos para obrigar a administração a entregar documentos e prestar depoimentos. A Casa Branca tem recorrido a atrasos judiciais, ao descumprimento de determinações e a interpretações ampliadas do privilégio executivo.

O impeachment também pode voltar ao centro da disputa, com pressão por um terceiro processo contra Trump ou por medidas contra integrantes do governo. Para o Chatham House, essas iniciativas poderiam mobilizar a base democrata, mas também consumir tempo e capital político sem resultados concretos.

O instituto avalia que crises práticas podem impor limites maiores ao restante do mandato, como uma recessão, um choque financeiro, uma nova operação militar, uma catástrofe natural ou uma emergência sanitária. A inteligência artificial aparece entre os riscos, enquanto Congresso e Casa Branca ainda estariam pouco preparados para lidar com seus efeitos.

As eleições podem alterar de forma significativa a distribuição de poder em Washington, mas não necessariamente reduzir a capacidade de Trump de agir unilateralmente. O resultado pode enfraquecer sua maioria política sem eliminar a autonomia acumulada pelo presidente ao longo do mandato.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5