O BTG Pactual assumiu o compromisso de subscrever ações da Viveo até alcançar, no máximo, 19,9% do capital da companhia. Com isso, o banco pode se tornar um dos principais acionistas, mas sem atingir o percentual que exigiria uma oferta pública por toda a empresa.
O estatuto da Viveo determina que investidores que alcancem ou ultrapassem 20% do capital façam uma oferta pela totalidade das ações. O limite definido pelo BTG fica 0,1 ponto percentual abaixo desse gatilho.
A participação poderá ser formada com a conversão de créditos de debêntures da Viveo em ações. Assim, o banco não precisará necessariamente desembolsar dinheiro novo para integralizar os papéis recebidos na etapa de sobras do aumento de capital.
A operação ocorre durante a reestruturação financeira da companhia. Neste ano, a Viveo renegociou bilhões de reais em debêntures e adiou amortizações para o período entre 2029 e 2034. A Moody’s classificou a transação como uma troca de dívida feita sob estresse financeiro e, posteriormente, elevou a nota de crédito da empresa.
Aumento de capital
O aumento de capital pode alcançar 869,8 milhões de reais. Na primeira fase, foram subscritos aproximadamente 630,3 milhões de reais, deixando cerca de 239,4 milhões de reais em ações para as etapas seguintes. O BTG pretende disputar esse volume remanescente.
O banco também solicitou que o prazo para a subscrição das sobras seja estendido por pelo menos 65 dias. A medida permitiria obter as aprovações concorrenciais necessárias.
O compromisso não assegura que o BTG chegará aos 19,9%. O resultado dependerá da quantidade de ações que continuar disponível depois que os demais acionistas exercerem seu direito de preferência.
A regra de proteção acionária da Viveo era mais restritiva. Em 2024, a empresa elevou o gatilho de 15% para 20%, ampliando o espaço para a entrada de investidores relevantes sem a exigência automática de uma oferta pela companhia.








