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China avalia autorizar empresas locais a comprar GPU avançada da Nvidia
Economia

China avalia autorizar empresas locais a comprar GPU avançada da Nvidia

Possível liberação atenderia companhias como ByteDance e Alibaba, que enfrentam falta de capacidade computacional para aplicações de IA.

O governo chinês avalia permitir que grandes empresas de tecnologia do país comprem o RTX Pro 5500, uma GPU avançada da Nvidia. A possível autorização atenderia companhias de inteligência artificial que enfrentam falta de capacidade computacional para operar chatbots e agentes, entre elas a ByteDance, dona do TikTok, e a Alibaba.

A China ainda não anunciou uma autorização definitiva. A sinalização ocorre enquanto Pequim tenta equilibrar a demanda imediata das empresas por processamento com o plano de reduzir a dependência de semicondutores americanos e fortalecer fabricantes nacionais, como a Huawei.

Características do chip

Voltado a computadores profissionais de alto desempenho, o RTX Pro 5500 foi lançado em 14 de setembro. O modelo tem 84 GB de memória e usa a arquitetura Blackwell, a mais recente da Nvidia.

A possível liberação ocorre após mudanças na política chinesa para chips da fabricante americana. Em setembro de 2025, o governo determinou que ByteDance e Alibaba interrompessem os testes do RTX Pro 6000D, uma versão anterior desenvolvida para o mercado chinês.

Em dezembro, os Estados Unidos autorizaram a exportação do H200, outro chip avançado da Nvidia, para clientes aprovados na China, mediante uma taxa de 25%. Em janeiro, autoridades alfandegárias chinesas chegaram a impedir a entrada dos chips, mesmo com a autorização americana, mas reverteram a decisão dias depois.

Ao fim de janeiro, ByteDance, Alibaba e Tencent haviam recebido aprovação para comprar, juntas, mais de 400 mil unidades do H200. A DeepSeek também obteve autorização semanas depois, sob condições regulatórias ainda em definição.

O movimento mostra a dificuldade de conciliar a necessidade de ampliar a capacidade de processamento das empresas chinesas de IA com o esforço de longo prazo para desenvolver uma indústria doméstica de semicondutores. As companhias do país ainda dependem de chips estrangeiros avançados para executar modelos, chatbots e agentes.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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