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Polícia lista 12 empresas de ônibus sob suspeita de ligação com o PCC
Foto: Jéssica Bernardo/Metrópoles
Economia

Polícia lista 12 empresas de ônibus sob suspeita de ligação com o PCC

Companhias atuam ou já atuaram em linhas de bairro de São Paulo; investigação cita mensagens e apurações anteriores.

A Operação Vectura Corrupta investiga a suspeita de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas que operam o transporte público no estado. O caso reúne 12 companhias que já assinaram contratos com a Prefeitura de São Paulo e são apontadas como possíveis integrantes de uma estrutura ligada à facção.

As empresas operam ou já operaram em todas as regiões da cidade, com exceção do centro. Elas atendem as chamadas linhas de bairro, que conectam pontos próximos dentro dos distritos. Todas as companhias que atualmente atuam nos bairros paulistanos aparecem na investigação.

Empresas citadas

A lista inclui Viação Transcap Transportes, atualmente AutoBless; Alfa Rodobus Transportes; Transwolff Transportes; A2 Transportes; Imperial Transportes; MoveBuss Transportes; Pêssego Transportes; Allianz Transportes, atualmente Allibus Transportes; Transunião Transportes; Qualibus Transportes, antiga UPBus; Norte Buss Transportes; e Spencer Transportes.

Segundo a Polícia Civil, as empresas são mencionadas em mensagens trocadas por Cícero José dos Santos Filho e José Daniel Satilite. A corporação afirma que José Daniel enviou a Cícero uma relação de empresas que teriam ligação com o PCC.

O relatório policial também registra vínculos ou suspeitas já citados em investigações anteriores. Valter da Silva Bispo, sócio-proprietário da Viação Transcap, foi preso preventivamente sob acusação de extorsão e ligação com o PCC. A MoveBuss teria relação com Patricia Soriano, irmã de Roberto Soriano, conhecido como “Tiriça” do PCC. A Transunião é descrita pela Polícia Civil como envolvida em interação criminosa com a facção.

O documento também relaciona a antiga Qualibus à UPBus e afirma que a Transcooper foi transformada na atual NorteBuss Transportes após ter sido associada à organização criminosa por volta de 2015/2016. A Transwolff aparece em investigação mais recente, que levou à prisão de seu dirigente, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora.

As empresas Transwolff, UPBus e Transunião já sofreram intervenção da Prefeitura após outras operações do Ministério Público de São Paulo. Em dezembro de 2025, a gestão Ricardo Nunes decretou o fim do contrato com a Transwolff. A saída da UPBus do sistema municipal foi oficializada no início deste ano.

Nunes afirmou que a Prefeitura avalia intervir na A2 Transportes caso a empresa não afaste dois gestores alvo de mandados de prisão. O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça o afastamento deles e de outras 42 pessoas ligadas às empresas investigadas.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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