A Engie iniciou estudos para desenvolver usinas hidrelétricas reversíveis no Brasil, mas só pretende investir se houver garantia de renovação das concessões. A companhia considera a hidrelétrica de Salto Osório uma possibilidade para receber a tecnologia.
“Estamos começando a fazer os estudos. Ninguém fará um investimento sem ter a garantia de que terá a renovação da concessão”, afirmou Guilherme Ferrari, diretor de Energias Renováveis e Armazenamento da Engie.
Segundo Ferrari, a permanência da empresa na operação dos empreendimentos será decisiva para a aplicação dos recursos. A Engie também defende que a Aneel flexibilize as regras para o uso de verbas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), com o objetivo de apoiar o avanço das usinas reversíveis.
Como funciona
Esse tipo de hidrelétrica usa dois reservatórios em níveis diferentes para armazenar energia. Quando há eletricidade disponível, a água é bombeada do reservatório inferior para o superior. Em momentos de necessidade, ela retorna, passa pelas turbinas e produz eletricidade.
A tecnologia permite guardar energia e utilizá-la posteriormente, conforme a demanda de consumo.
A EPE prepara um levantamento de projetos de usinas reversíveis em desenvolvimento no país. A empresa prevê abrir uma chamada em novembro e publicar em outubro as instruções para o cadastramento.
O levantamento poderá servir de base para uma eventual contratação da tecnologia pelo governo. A chamada será consultiva e não habilitará os empreendimentos para futuros leilões.








