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Entidades dizem que fim das bets por MP pode gerar insegurança jurídica
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Economia

Entidades dizem que fim das bets por MP pode gerar insegurança jurídica

Manifesto defende análise do Congresso e regras de transição para empresas autorizadas a operar no mercado de apostas.

Entidades contrárias à proibição das apostas de quota fixa afirmam que o encerramento do mercado regulado por medida provisória pode gerar insegurança jurídica e afetar empresas autorizadas a operar no Brasil.

Em manifesto, oito entidades defendem que uma mudança desse porte seja analisada pelo Congresso Nacional, com avaliação de impacto e regras de transição. O documento afirma que as empresas cumpriram exigências do marco regulatório, pagaram outorgas, contrataram funcionários e fizeram investimentos.

Desde janeiro de 2025, somente companhias autorizadas pela SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas), ligada ao Ministério da Fazenda, podem operar legalmente no país. A autorização exigiu o pagamento de R$ 30 milhões por cinco anos de funcionamento.

Os signatários afirmam que a retirada das autorizações pelo Executivo, depois dos investimentos, romperia um compromisso assumido pelo Estado. Entre as entidades que assinam o documento estão Livre Mercado, Ranking dos Políticos e Instituto Liberdade.

O manifesto também sustenta que a proibição pode levar apostadores a plataformas clandestinas. Dados da Secretaria de Prêmios e Apostas citados no documento apontam que mais de 66 mil sites ilegais foram bloqueados no primeiro ano do mercado regulado. Para as entidades, a retirada das plataformas autorizadas eliminaria uma opção submetida à fiscalização brasileira sem necessariamente acabar com a procura por apostas.

Os operadores ilegais, segundo o manifesto, não estão submetidos às mesmas obrigações das empresas licenciadas, como verificação de idade e identidade, mecanismos de autoexclusão, regras de jogo responsável e fiscalização dos órgãos brasileiros de defesa do consumidor. O documento também menciona riscos de lavagem de dinheiro, ocultação de recursos e outras atividades criminosas.

Medidas anunciadas pelo governo

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (25), em cerimônia na capital paulista, a proibição de cassinos online, como o jogo do tigrinho, e das casas de apostas esportivas. Uma MP será editada com esse conteúdo, enquanto um projeto de lei enviado ao Congresso deverá endurecer as regras para o mercado ilegal.

A medida provisória deve ter efeito imediato e não estabelecer período de transição para empresas autorizadas ou setores que mantêm contratos com essas companhias. A possibilidade de um prazo de adaptação foi discutida, mas não prevaleceu.

No futebol, um levantamento citado no manifesto estima em R$ 1,4 bilhão os patrocínios de empresas de apostas. O valor equivaleria, em média, a cerca de 20% da folha de pagamento dos maiores clubes brasileiros. O governo avalia alternativas para reduzir a perda de receitas das equipes.

Clubes brasileiros divulgaram, em 17 de setembro, outro manifesto contra a proibição. As equipes defenderam fiscalização, prevenção e proteção aos apostadores, além de alertarem para os efeitos da retirada dos patrocínios.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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