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Fábrica da Volkswagen na Alemanha pode virar unidade de defesa aérea
Foto: Julian Stratenschulte/DPA/Getty Images
Economia

Fábrica da Volkswagen na Alemanha pode virar unidade de defesa aérea

A planta de Osnabrück será avaliada para produzir sistemas de defesa e peças após o fim da fabricação de carros, previsto para 2027.

OSNABRÜCK — A fábrica da Volkswagen em Osnabrück poderá manter parte dos empregos atuais caso seja convertida para a produção de equipamentos de defesa. Pelo menos 1,2 mil dos cerca de 1,8 mil postos da unidade poderão ser preservados com o novo projeto, de acordo com o conselho de trabalhadores.

A montadora informou nesta segunda-feira, 7, que chegou a um entendimento para transferir a unidade ao Aurelius Capital, grupo de investimentos baseado em Tel Aviv. A empresa deverá controlar a operação e trabalhar com a Rafael Advanced Defence Systems, de Israel.

Negociação ainda depende de aprovações

O acordo prevê avaliar a instalação de uma operação voltada à fabricação de sistemas de defesa aérea e de componentes para esses equipamentos. A produção teria como destino o mercado alemão e outros países europeus, mas a transferência ainda não foi concluída.

As empresas precisam definir o modelo societário, as responsabilidades de cada participante e obter autorizações de órgãos reguladores. O valor da negociação não foi divulgado.

A Rafael fabrica mísseis guiados, sistemas de guerra eletrônica e soluções de defesa aérea. Entre os equipamentos da companhia estão o Domo de Ferro, usado por Israel, o Iron Beam, que emprega laser para interceptar alvos aéreos, e o Trophy, sistema de proteção ativa instalado nos tanques Leopard produzidos na Alemanha.

Mudança ocorre durante reestruturação

A produção de veículos em Osnabrück deve terminar em 2027. A fábrica, que tem 125 anos de história, produz atualmente o T-Roc Cabriolet e também os modelos Cayman e Boxster, da Porsche, marca controlada pelo grupo Volkswagen.

A decisão faz parte da reestruturação da montadora, que enfrenta concorrência de fabricantes chineses, tarifas dos Estados Unidos e demanda fraca por veículos elétricos. No Plano Futuro 2030, a Volkswagen prevê reduzir pela metade o número de modelos e eliminar aproximadamente 50 mil postos de trabalho, além de outros 50 mil cortes já anunciados.

A empresa havia decidido, ainda em 2024, retirar a produção de veículos da unidade até 2027. A possível conversão ocorre enquanto a Alemanha amplia os gastos militares: a verba do Ministério da Defesa deverá subir de 82,7 bilhões de euros neste ano para 109,7 bilhões de euros no próximo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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