A GE Aerospace anunciou na terça-feira (8) a compra da Consolidated Precision Products (CPP) por US$ 11,75 bilhões. A operação pretende ampliar o controle da empresa sobre uma etapa considerada crítica na fabricação de motores: a produção de peças fundidas.
A aquisição é a maior da GE Aerospace desde que a companhia se tornou independente em 2024. A empresa tem uma carteira de pedidos que se estende até a próxima década e busca aumentar a capacidade para atender à demanda por motores novos, peças de reposição e serviços de reparo.
“Investir em capacidade de fundição essencial para a missão é necessário para atender à forte demanda simultânea em motores comerciais, mercado de reposição e defesa”, disse Larry Culp, CEO da GE Aerospace.
A CPP fabrica peças metálicas complexas por meio de fundição de precisão e fornece componentes para os motores comerciais LEAP e GEnx. A companhia também produz peças para praticamente todos os principais programas de aeronaves comerciais da atual geração. Cerca de 70% da receita vem dos mercados comercial e de defesa.
A GE espera que a CPP registre cerca de US$ 2 bilhões em receita em 2027. A empresa também prevê que sua demanda por perfis aerodinâmicos — como pás e palhetas de turbinas — cresça mais de 30% até 2030, na comparação com os níveis de 2026.
Segundo Culp, fabricantes de aeronaves pressionam por mais motores novos, enquanto companhias aéreas demandam peças e serviços de reparo. Os dois mercados dependem da mesma cadeia de fornecedores, que precisa elevar a produção para atender às frentes simultaneamente.
A GE afirmou que pretende aumentar a produção da CPP com melhorias no rendimento das fábricas e no uso das máquinas, além da redução de desperdícios e retrabalho. A empresa também vê a compra como uma maneira de acelerar a aplicação de novas tecnologias em motores.
A tecnologia de perfil aerodinâmico da GE pode reduzir a temperatura do metal dentro dos motores e contribuir para a durabilidade e a eficiência. O recurso poderá ser usado no LEAP e em motores futuros.
A empresa financiará US$ 7 bilhões da aquisição com recursos próprios e usará novas dívidas para cobrir o restante. A conclusão do negócio está prevista para o segundo semestre de 2027. O acordo avalia a CPP em cerca de 26 vezes o lucro operacional previsto para 2027, índice que cai para aproximadamente 18 vezes após os benefícios esperados com a combinação das operações.








