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Greve reduz oferta de imóveis da Caixa em canais digitais de venda
Economia

Greve reduz oferta de imóveis da Caixa em canais digitais de venda

Paralisação interrompeu etapas internas e deixou cerca de 12 mil imóveis disponíveis, ante uma oferta mensal de 30 mil a 35 mil.

Mais de 20 mil imóveis que costumam ser oferecidos pela Caixa deixaram de aparecer no site de leilões do banco após o início da greve dos funcionários, nesta quinta-feira, 10. A paralisação por tempo indeterminado afetou etapas internas necessárias para liberar novos lotes de imóveis retomados pela instituição.

Victor Oliveira, advogado especialista em imóveis de leilão, afirmou que a greve interrompeu a entrada de novos imóveis nas modalidades Venda Online e Venda Direta. Segundo ele, não há imóveis listados nessas duas opções, que concentram grande parte da oferta do banco.

A Caixa costuma disponibilizar cerca de 30 mil a 35 mil imóveis por mês em seu portal de venda. Com a paralisação, a oferta caiu para cerca de 12 mil. Oliveira explicou que os imóveis são inseridos manualmente e que, sem a atualização do site após o vencimento de uma oportunidade, não é possível saber se o bem foi vendido ou se deixou de ser anunciado.

Os imóveis da Caixa podem ser vendidos abaixo do valor de avaliação de mercado. Em alguns lotes, os descontos chegam a 95%; segundo especialistas do setor, a redução média costuma ficar entre 40% e 60%.

Leilões já marcados

A Caixa informou que os leilões nas modalidades Leilão SFI e Licitação Aberta continuam conforme os cronogramas e editais publicados nos canais oficiais. As vendas são realizadas online, nas plataformas de leiloeiros credenciados.

O banco afirmou que alguns serviços e etapas operacionais que dependem de sua atuação podem ter os prazos afetados durante a greve. A Globo Leilões, parceira da Caixa, disse que o leilão em andamento segue normalmente, com edital publicado e cronograma mantido. Jhonni Balbino, CEO da empresa, afirmou que eventuais orientações oficiais serão comunicadas.

Oliveira apontou, porém, que pode haver dificuldade para a Caixa receber informações sobre imóveis vendidos nos sites dos leiloeiros, devido à paralisação.

Motivo da paralisação

Os empregados da Caixa rejeitaram a proposta do banco para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho. O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta previa aumento da contribuição dos empregados e foi recusada em assembleias realizadas no início de setembro.

As negociações continuam, mas a greve foi mantida enquanto os trabalhadores aguardam uma nova proposta. Além do atendimento presencial, a paralisação afeta processos internos ligados ao mercado imobiliário.

A Caixa vende imóveis retomados em modalidades como 1º e 2º leilões obrigatórios, licitação aberta, venda online e venda direta. Também entram nos canais do banco bens não utilizados pela instituição, conhecidos como BNU. Os anúncios podem incluir apartamentos, casas, terrenos e imóveis comerciais, com possibilidade de financiamento e, em alguns casos, uso do FGTS, conforme os critérios de crédito da Caixa.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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