O ministro André Mendonça retirou o sigilo de parte das investigações sobre o Banco Master na noite desta quinta-feira (10/09). A decisão atendeu a um pedido de Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mendonça é o relator das investigações e ações relacionadas ao banco no Supremo. Fachin havia solicitado o envio de um HD com informações da petição 15.556 ao gabinete da presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros.
A divulgação não será total. Fachin afirmou que dados cujo sigilo seja considerado imprescindível para as investigações podem continuar protegidos. Com isso, Mendonça poderá manter parte dos documentos sob sigilo.
Documentos e próxima sessão
Serão publicados 14 procedimentos ligados à investigação envolvendo o Banco Master. Entre eles está a petição 15.556, apontada como a origem da investigação e como núcleo original da Operação Compliance Zero.
A operação apura um suposto esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro. A petição também reúne acusações contra parlamentares e contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.
A petição 16.662, originada da 15.556, será analisada em uma sessão plenária marcada por Fachin para o próximo dia 15 de setembro. O encontro poderá tratar da abertura de uma investigação contra Moraes.
Em 1º de setembro, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal com indícios de que Vorcaro teria pedido conselhos e trocado informações com Moraes. Dois dias depois, Moraes divulgou relatórios da inteligência da PF sobre supostas condutas irregulares de Mendonça.
Moraes também havia pedido a inclusão de Mendonça no Inquérito das Fake News, do qual era relator. Na quarta-feira (9/09), Fachin retirou a relatoria do inquérito de Moraes e marcou para 15 de setembro a sessão sobre o caso Master. O advogado-geral da União, Jorge Messias, elogiou a decisão.








