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Fachin adia julgamento sobre conduta de Mendonça no caso Banco Master
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Fachin adia julgamento sobre conduta de Mendonça no caso Banco Master

Presidente do STF retirou da pauta a análise após pedido de vista interromper discussão sobre processos envolvendo Mendonça e Moraes.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, adiou a análise das acusações contra o ministro André Mendonça relacionadas ao caso Banco Master. O julgamento estava previsto para a próxima quarta-feira (23/9) e foi retirado da pauta para uma data ainda não definida.

A decisão ocorreu após uma questão de ordem apresentada na sessão de terça-feira (15/9). A proposta era que os processos envolvendo Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes fossem julgados em conjunto. A discussão foi interrompida quando o ministro Flávio Dino pediu vista.

Em despacho publicado na quinta-feira (17/9), Fachin afirmou que os pontos levantados têm relação direta com o processo contra Mendonça, inclusive por envolverem questionamentos sobre a regularidade da relatoria. “a inclusão em pauta será oportunamente redesignada”, escreveu o presidente do STF.

Os processos em discussão

A petição 16.662 trata de mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O material foi reunido em um relatório da Polícia Federal, solicitado por Moraes, e pode ser usado em uma eventual investigação sobre o ministro.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, questionou a validade do documento e afirmou que Mendonça não poderia ter solicitado a apuração sem autorização do plenário. Mendonça diz que pediu a investigação para identificar o destinatário das mensagens encontradas no celular de Vorcaro e que encaminhou o caso ao tribunal depois que Moraes foi identificado.

Já a petição 16.704 reúne acusações de Moraes contra Mendonça sobre a condução de investigações dos casos Banco Master e INSS. O julgamento dessas acusações estava marcado para 23 de setembro.

A votação da questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes estava em 4 votos a 3 pela análise separada dos casos quando Dino pediu vista. Pela regra do STF, ele tem até 90 dias para liberar o processo, prazo que termina em 15 de dezembro.

Próximos passos

Dino pode devolver o processo antes do fim do prazo. A retomada depende de Fachin incluir o caso na pauta do plenário. Como o STF entra em recesso em 20 de dezembro e retoma as atividades em 1º de fevereiro, o julgamento pode ficar para o próximo ano.

Quando a análise for retomada, os ministros ainda poderão mudar seus votos, e Dino poderá votar. Fachin deverá apresentar o relatório, seguido pela manifestação da Procuradoria-Geral da República e por eventuais sustentações orais.

Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli não participarão da votação porque se declararam suspeitos. Também há dúvida sobre a participação de Mendonça e Moraes, por serem partes interessadas na questão.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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