Veículos internacionais destacaram a tensão no julgamento realizado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (15/9). A sessão discutiu a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, por suposto envolvimento com o Caso Master, e a apuração da conduta de André Mendonça na Corte.
A sessão durou cerca de seis horas e terminou sem uma decisão concreta, depois de um pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino. O encontro foi marcado por bate-bocas e clima de tensão.
A cobertura internacional classificou o episódio como uma das maiores crises do STF desde o retorno da democracia, em 1988. Também destacou o confronto entre Moraes e Mendonça às vésperas da eleição presidencial, prevista para outubro.
Repercussão internacional
As análises ressaltaram que Moraes acusou Mendonça de estar a serviço de um grupo político que tentou dar um golpe de Estado no Brasil. Também lembraram que Mendonça foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer e é associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por sua atuação no julgamento que levou à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.
A sessão foi descrita como um reflexo da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Moraes e Mendonça foram apresentados como representantes de extremos opostos do espectro político polarizado do Brasil.
A repercussão também apontou que o julgamento terminou sem a abertura de investigação contra Moraes e sem a definição sobre a realização conjunta das análises envolvendo os dois ministros. A sessão foi encerrada sem que o plenário discutisse diretamente a abertura da investigação.
As publicações destacaram ainda a troca de insultos e ofensas entre ministros. Moraes rejeitou as acusações e se apresentou como vítima, sem explicar sua relação com o banqueiro acusado de envolvimento na fraude atribuída ao extinto Banco Master. O STF transmitiu a sessão publicamente.









