SÃO PAULO — A Level Group, empresa de consultoria, terceirização e tecnologia para supply chain, elevou a receita de R$ 22,2 milhões em 2024 para R$ 25,1 milhões em 2025, alta de 13,3%. A companhia ficou na 162ª posição da categoria de negócios com receita entre R$ 5 milhões e R$ 30 milhões do ranking EXAME Negócios em Expansão 2026.
Segundo a empresa, 60% do crescimento recente veio de novos clientes e 40%, da ampliação de contratos existentes. A perda de clientes gira em torno de 3%, de acordo com Walter Freitas, sócio-diretor da Level Group.
Da consultoria à operação
Criada em São Paulo há quase 20 anos, a Level começou reorganizando áreas de compras e buscando reduzir despesas. O portfólio foi ampliado com equipes terceirizadas, gestão de fornecedores e contratos, ferramentas de tecnologia, treinamentos e operações de importação.
A empresa tem cerca de 400 funcionários. Parte deles trabalha dentro das companhias atendidas em atividades como recebimento de demandas, busca de fornecedores, comparação de propostas, organização de cadastros e acompanhamento de contratos.
Esse modelo inclui o chamado BPO, sigla em inglês para terceirização de processos de negócio. A Level também verifica documentos de prestadores de serviços e participa de projetos de revisão de contratos e fornecedores.
“A empresa continua sendo considerada parceira do cliente, mas o nível de atuação aumentou muito. Hoje é preciso entregar muito mais”, afirmou Freitas.
Tecnologia e importação
A empresa diz aplicar cerca de 5% do faturamento em tecnologia e ter ampliado o quadro de funcionários em cerca de 30% durante a criação de novos serviços. Segundo Freitas, trabalhos que levavam de 3 a 6 meses entre análise, desenvolvimento e testes podem chegar a uma primeira entrega em cerca de um mês.
A Level também treina funcionários e clientes por meio da Level Academy. A inteligência artificial, segundo Freitas, reduziu a procura por tarefas mais simples e aumentou a demanda por projetos específicos.
Um dos contratos citados por Freitas é o da Petrobras. A Level reúne demandas por peças de diferentes fabricantes, compra os itens no exterior, realiza a importação e a nacionalização e depois vende os produtos à estatal com destino definido. O contrato relacionado à operação cresceu quase 100% nos últimos dois anos, segundo ele.
A atividade levou a empresa a manter estrutura de apoio na Flórida, nos Estados Unidos, e na China. A sede fica em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo.
Próxima etapa
A companhia afirma ter executado mais de 2.000 projetos e cita a gestão de 200 mil contratos, 50 mil fornecedores e 90 mil profissionais terceirizados. Também mantém, há cerca de 10 anos, o Procurement Club, grupo com cerca de 400 participantes ligados a compras e supply chain.
A próxima etapa planejada é conectar ferramentas e informações distribuídas por diferentes departamentos. “A gente está criando várias coisas. Agora vamos fazer com que essas coisas se conectem dentro da empresa para fazer sentido no fluxo de informações”, disse Freitas.
O ranking EXAME Negócios em Expansão 2026 avaliou empresas que ampliaram a receita ao longo de 2025. A Level ficou entre os negócios com receita de R$ 5 milhões a R$ 30 milhões.








