A Havan planeja iniciar sua expansão internacional pelo Paraguai, mas ainda não definiu prazo para inauguração nem o valor do investimento. O empresário Luciano Hang também considera levar a varejista ao Uruguai, com Montevidéu entre as opções avaliadas.
Hang afirmou que visitou o Paraguai neste ano e se reuniu com o presidente da República, ministros e deputados. “O Paraguai é um destino nosso”, disse. Sobre o Uruguai, citou a possibilidade de uma operação em Montevidéu, em vez de cidades de fronteira próximas das regiões brasileiras onde a empresa já atua.
Planos para o Brasil
A Havan prevê abrir 15 lojas no Brasil em 2026, ano em que completa 40 anos. Com as inaugurações, a rede deve chegar a 203 unidades, acima da meta inicial de 200 lojas. A projeção de faturamento é de R$ 22 bilhões, com cerca de 25 mil colaboradores.
O empresário avalia que o país comporta entre 300 e 400 lojas da Havan. O ritmo de crescimento a partir de 2027, porém, será definido pelo cenário político. Questionado sobre acelerar ou reduzir a expansão, Hang respondeu: “Depende das eleições”.
Segundo ele, fornecedores da rede, incluindo empresas responsáveis pela construção das lojas, também aguardam o resultado eleitoral. A Havan prevê produzir 365 mil metros quadrados de construção neste ano. Hang afirmou que o ritmo poderá acelerar ou diminuir conforme o resultado.
Dívida e resultados
Hang atribuiu a capacidade de manter os projetos à contenção dos investimentos e à redução do endividamento nos últimos quatro anos. A estratégia, segundo ele, deixou a empresa em condições de financiar clientes e, em alguns casos, fornecedores durante o período de juros altos.
A Havan encerrou 2025 com receita bruta de R$ 18,34 bilhões, alta de 16,1% sobre o ano anterior. O lucro líquido foi de R$ 1,49 bilhão, crescimento de 17,8%. A receita líquida chegou a R$ 13,69 bilhões, e a margem líquida ficou em 10,9%, ante 10,8% em 2024.
O Ebitda somou R$ 3 bilhões, avanço de 7,9%. A margem Ebitda recuou de 23,8% para 21,9%, enquanto a margem bruta caiu de 41,5% para 39,7%. A dívida bruta passou de R$ 869,5 milhões para R$ 546,2 milhões. A empresa terminou o ano com R$ 1,13 bilhão em caixa e aplicações financeiras e caixa líquido de R$ 580,1 milhões.








