CEILÂNDIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em comício de campanha nesta quarta-feira (16), que não dará dinheiro ao Banco de Brasília (BRB). Ele também acusou o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha de ter quebrado a instituição e disse que ele está escondido.
A declaração ocorre enquanto o governo do Distrito Federal e o BRB aguardam uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade de o Tesouro Nacional ser obrigado a dar aval para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito ao banco.
Lula atribuiu os problemas do BRB à ligação entre Ibaneis e Daniel Vorcaro. Segundo o presidente, o banco comprou R$ 12 bilhões em títulos que não existiam. Ele também afirmou que o governo federal não deixará beneficiários sem o Bolsa Família, mas não repassará recursos ao banco.
Investigações sobre operações do BRB
A Polícia Federal verificou que o BRB comprou R$ 4,05 bilhões em cédulas de crédito bancário do Banco Master, com indícios de irregularidades. As aquisições ocorreram entre abril e maio de 2025, em nove operações contabilizadas pelo Banco Central, que já havia questionado a origem dos ativos.
Os títulos foram originados pela empresa Tirreno, vendidos ao Banco Master e depois repassados ao BRB. A investigação aponta fortes indícios de que as cédulas de crédito bancário negociadas não existiam.
Em uma publicação nas redes sociais, a governadora Celina Leão lamentou as declarações do presidente. Ela afirmou que Lula se recusa a dar aval para um empréstimo ao governo do Distrito Federal e o acusou de agir como cabo eleitoral do candidato petista ao governo distrital, Leandro Grass.
Celina também disse que o BRB pertence à população do Distrito Federal e não deve ser usado em disputa partidária. O tema foi tratado por Lula durante o comício em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal.








