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Maiores empresas do Brasil ampliam receitas e lucro em 2025
Economia

Maiores empresas do Brasil ampliam receitas e lucro em 2025

As 1.000 companhias do ranking registraram receita de 10,5 trilhões de reais e lucro líquido de 786,6 bilhões de reais.

As 1.000 maiores empresas do Brasil encerraram 2025 com crescimento de receitas, lucro e rentabilidade, apesar dos juros altos e das incertezas no cenário internacional. A receita líquida somada chegou a 10,5 trilhões de reais, alta de 10,4% em relação a 2024. Nenhum dos 22 setores do ranking teve queda de receita.

O lucro líquido conjunto avançou 16,6%, para 786,6 bilhões de reais. Ao todo, 848 empresas somaram 893 bilhões de reais em lucro, enquanto 152 registraram prejuízo conjunto de 106 bilhões de reais. Em 2024, 162 companhias haviam fechado o ano no vermelho.

O retorno sobre o patrimônio líquido subiu de aproximadamente 12,1% para 13,7%. Para Samuel de Jesus Monteiro de Barros, pró-reitor do Ibmec no Rio de Janeiro e coordenador técnico do ranking, 2025 foi um período de transição para muitas companhias.

Setores que puxaram o resultado

Combustíveis, Petróleo e Químico teve alta de 89% no lucro líquido conjunto, de 60,9 bilhões para 114,9 bilhões de reais. A Petrobras respondeu sozinha por 110,6 bilhões de reais de lucro.

Alimentos e Bebidas registrou receitas de 1,5 trilhão de reais, crescimento de 14,6%, e lucro de 42,4 bilhões de reais, avanço de 21,6%. O Agronegócio também se recuperou, com alta de 11,6% na receita, para 546 bilhões de reais, e aumento de 48% no lucro, para 15,2 bilhões de reais.

Papel e Celulose reverteu um prejuízo de 3,0 bilhões de reais em 2024 para lucro de 20,8 bilhões de reais em 2025. O setor teve a maior rentabilidade do ranking, de 28,7%. Imobiliário e Construção Civil quase dobrou o lucro, de 9,2 bilhões para 17,9 bilhões de reais, com receitas 9,4% maiores.

Transporte, Logística e Serviços Logísticos teve receitas 11,3% maiores. O lucro passou de 2,5 bilhões para 32,5 bilhões de reais. Saneamento e Meio Ambiente cresceu 11,5% em receitas.

Pressões sobre as margens

Siderurgia, Mineração e Metalurgia teve o menor crescimento de receita entre os setores, de 3,3%, e queda de 91% no lucro, de 35,7 bilhões para 3,2 bilhões de reais. A Samarco registrou prejuízo de 25,8 bilhões de reais, relacionado às provisões do acordo de reparação do desastre de Mariana.

A Vale teve queda de 61% no lucro, de 30,4 bilhões para 11,8 bilhões de reais. Gerdau e ArcelorMittal também registraram recuos, enquanto a Usiminas teve resultado negativo de 2,9 bilhões de reais. As importações de aço laminado cresceram pouco mais de 20%, chegando a 6,4 milhões de toneladas.

No Atacado e Varejo, as receitas subiram 8%, mas o lucro caiu 43%, de 17,3 bilhões para 9,8 bilhões de reais. Na Energia Elétrica, a receita avançou 10,8%, enquanto o lucro recuou 18,6%.

O Sudeste concentrou 738 das 1.000 empresas. São Paulo respondeu por 504 companhias e o Rio de Janeiro, por 142. O Centro-Oeste teve o maior crescimento de receitas, de 19%, impulsionado pela retomada do Agronegócio.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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