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Motoristas nos EUA cortam viagens com gasolina perto de US$ 4 por galão
Economia

Motoristas nos EUA cortam viagens com gasolina perto de US$ 4 por galão

Alta dos combustíveis reduz planos de viagem e pressiona o debate econômico antes do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

Motoristas nos Estados Unidos estão reduzindo viagens e limitando os gastos com abastecimento diante da alta da gasolina. Em Houston, Madison Moore, de 28 anos, disse que diminuiu os planos para o Dia do Trabalho. No Colorado, Randi O’Brien afirmou que só poderia gastar US$ 15 no posto.

Moore contou que viagens rotineiras para Galveston, com ida à praia e churrasco, deixaram de ser uma opção fácil para muitas pessoas. O’Brien, que dirige cerca de 40 minutos por dia para trabalhar na Home Depot, abastecia sua caminhonete em um posto da Phillips 66, perto de Evergreen.

“Está completamente fora de controle”, disse O’Brien, de 57 anos.

Preço pode superar marca histórica para o feriado

A média nacional da gasolina deve chegar a US$ 4,03 por galão no Dia do Trabalho, na próxima segunda-feira (7), de acordo com Patrick De Haan, analista da GasBuddy. O valor ficaria acima do recorde anterior para a data, de US$ 3,83 por galão, registrado em 2012.

Na quinta-feira (3), o preço médio estava em cerca de US$ 4,13 por galão, quase um dólar acima da média do ano passado, conforme o serviço de monitoramento da GasBuddy. Analistas consideram US$ 4 por galão um ponto crítico para muitos consumidores.

De Haan afirmou que a gasolina não atingiu o maior nível histórico, mas está no patamar mais alto já registrado para esta época do ano. Ele disse que os americanos podem ter, pela primeira vez, uma média nacional acima de US$ 4 por galão no feriado.

Petróleo e combustível refinado sob pressão

O petróleo bruto voltou a superar US$ 90 por barril nesta semana, após novas ações militares entre Estados Unidos e Irã aumentarem as preocupações com interrupções no abastecimento global. Ataques contra instalações de refino russas também contribuíram para a alta dos destilados, que incluem diesel e óleo para aquecimento.

Os preços do petróleo bruto e dos combustíveis no varejo costumam seguir direção semelhante porque a matéria-prima é o principal custo da produção. As exportações de produtos refinados dos Estados Unidos cresceram mais de 10% em relação ao ano passado, segundo a Administração de Informações sobre Energia dos EUA.

O Colorado, Utah, Idaho, Montana, Wyoming e Dakota do Norte tiveram alguns dos maiores aumentos desde o início da guerra no Oriente Médio. Califórnia, Havaí e Washington registram as maiores médias do país.

A alta também ganhou peso político. Os preços nos postos podem influenciar a percepção dos consumidores sobre a economia e se tornaram uma preocupação para Donald Trump e o Partido Republicano. Trump prometeu reduzir os custos de energia e criticou refinarias e varejistas de combustível. Em 14 de agosto, afirmou que os americanos deveriam aceitar pagar “um pouquinho a mais” para impedir que o Irã obtivesse uma arma nuclear.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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