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MRV vende ativos da Luggo por R$ 166 milhões e amplia desinvestimentos
Economia

MRV vende ativos da Luggo por R$ 166 milhões e amplia desinvestimentos

Venda de três empreendimentos coloca R$ 144 milhões no caixa e integra plano de redução da dívida e simplificação do grupo.

A MRV&CO concluiu a venda de três empreendimentos da Luggo por R$ 166 milhões. A operação coloca R$ 144 milhões no caixa agora; o restante será recebido conforme a venda dos ativos pelo comprador ou em até sete anos.

Com a transação, a subsidiária de imóveis residenciais para locação fica sem empreendimentos prontos ou em construção e encerra a chamada “safra antiga” da operação. A Luggo continua responsável pela gestão de ativos e poderá desenvolver novos projetos no futuro.

A estratégia da MRV&CO prevê o lançamento de novos empreendimentos somente depois da reciclagem dos ativos atuais. O cenário de juros elevados encarece a manutenção de capital imobilizado em projetos de locação residencial. O processo que resultou na venda começou em julho, com o anúncio de um memorando para negociar os três ativos.

O portfólio vendido reúne o Luggo Pampulha, com 118 unidades, o Luggo Mauá, com 119, e o Luggo Samambaia, com 200. Ao todo, são 437 unidades. Quando anunciou a operação, a companhia estimou uma possível redução de 7,5% na dívida líquida consolidada.

Desinvestimentos no Brasil e nos Estados Unidos

A venda dos ativos da Luggo faz parte de um plano para reduzir a estrutura do grupo e desalavancar o balanço. A estratégia de reciclagem começou em 2019, quando os primeiros empreendimentos da subsidiária foram vendidos ao LUGG11, fundo imobiliário administrado pelo Inter. A operação envolveu quatro empreendimentos e 452 unidades, com captação de R$ 90 milhões.

Em dezembro de 2021, a MRV assinou acordo com um veículo da Brookfield Asset Management para vender ativos da Luggo que somavam R$ 1,26 bilhão em Valor Geral de Vendas e cerca de 5.100 unidades. A primeira operação desse acordo envolveu o Luggo Cabral, em Contagem (MG), e o Luggo Piqueri, em São Paulo. O negócio tinha VGV de R$ 106 milhões, recebimento líquido de R$ 56 milhões e lucro bruto de R$ 30 milhões.

Nos Estados Unidos, a Resia, subsidiária voltada ao mercado multifamily, também acelerou a venda de empreendimentos e terrenos. Em 2026, foram anunciados cerca de US$ 401 milhões em alienações, equivalentes a aproximadamente R$ 2,05 bilhões. As operações devem reduzir em cerca de US$ 290 milhões a dívida líquida da holding, ou aproximadamente R$ 1,5 bilhão.

Entre os ativos vendidos estão Ten Oaks e Rayzor Ranch, no Texas, negociados por US$ 139 milhões, além do projeto Memorial, em Atlanta, e cinco terrenos. A companhia anunciou a intenção de vender até US$ 800 milhões em ativos até o fim de 2026 e encerrar completamente as operações nos Estados Unidos.

O conjunto das vendas anunciadas pode reduzir a dívida líquida consolidada em aproximadamente R$ 1,7 bilhão, ou 28%. O indicador passaria de R$ 6,3 bilhões no fim de 2025 para cerca de R$ 4,6 bilhões.

No segundo trimestre de 2026, a margem bruta da incorporação chegou a 31,2%, com expectativa de convergência para cerca de 35%. No mesmo período, 93% do landbank adquirido foi obtido via permuta. A empresa estima reduzir em aproximadamente R$ 200 milhões por ano o estoque pago de terrenos.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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