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Irã recebe resposta dos EUA sobre proposta para interromper guerra
Foto: Ahmad Al-Rubaye/Afp
Mundo

Irã recebe resposta dos EUA sobre proposta para interromper guerra

Mensagem foi entregue por mediadores do Catar, mas seu conteúdo não foi divulgado; retirada militar americana do Iraque também foi concluída.

O Irã afirmou na quarta-feira 30 ter recebido uma resposta formal dos Estados Unidos à proposta para interromper a guerra entre os dois países e retomar as negociações diplomáticas. A mensagem foi transmitida por mediadores do Catar, mas o conteúdo não foi divulgado.

A resposta chegou no mesmo dia em que os Estados Unidos retiraram as últimas tropas do Iraque, encerrando mais de duas décadas de presença militar no país.

Segundo a agência estatal Irna, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, apresentou a mensagem ao presidente Masoud Pezeshkian durante uma reunião do gabinete. Uma autoridade informou que o chanceler recebeu o conteúdo na terça-feira 29, em Doha, durante uma escala após sua participação na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Proposta iraniana

A proposta de Teerã prevê um roteiro de sete dias para reduzir as hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz. A passagem liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e era responsável, antes da guerra, por cerca de um quinto do transporte global de petróleo e gás.

O Irã condiciona a reabertura ao fim do bloqueio naval contra seus portos, à suspensão das sanções sobre seu petróleo e a um cessar-fogo que inclua o Líbano. Depois, o país se comprometeria a normalizar a circulação pelo estreito e a retomar as negociações sobre o programa nuclear.

A iniciativa é uma versão mais rápida de um acordo provisório firmado em junho. O Memorando de Entendimento de Islamabad, com 14 pontos, havia interrompido temporariamente os combates e criado uma janela para negociações de um acordo permanente. O entendimento entrou em colapso em julho, após novas hostilidades e divergências sobre a circulação de navios.

A ordem de execução das medidas é um dos principais pontos de dificuldade. O fluxo de energia pelo estreito caiu durante a guerra, e os volumes continuam abaixo dos níveis anteriores ao conflito, embora o tráfego tenha aumentado nas últimas semanas. Navios mercantes ainda enfrentam riscos de ataques.

Conflito e retirada do Iraque

A guerra começou em fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã. O bloqueio naval americano e o endurecimento das sanções ampliaram a pressão econômica sobre Teerã. Em setembro, o barril de petróleo Brent chegou a ser negociado acima de US$ 100, em meio às incertezas sobre o abastecimento mundial.

Donald Trump disse esperar o fim do conflito, mas também rejeitou a proposta apresentada por Araghchi. Em entrevista publicada nesta quinta-feira, 1º, afirmou que uma retomada de grandes operações de bombardeio contra o Irã depois das eleições legislativas de novembro é uma possibilidade.

A retirada americana do Iraque havia sido acordada em 2024, durante o governo de Joe Biden, e foi executada pela administração Trump. A saída encerra uma presença militar iniciada com a invasão de 2003 e retomada em 2014, quando Washington voltou ao país para combater o Estado Islâmico.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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