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Mudanças na CNH geram economia de R$ 9,6 bilhões em oito meses
Foto: Deivid Souza/Metrópoles
Economia

Mudanças na CNH geram economia de R$ 9,6 bilhões em oito meses

Ministério dos Transportes também registrou aumento nos requerimentos e redução no tempo médio para obter a habilitação.

As mudanças nas regras para obter e renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) geraram uma economia estimada de R$ 9,6 bilhões aos motoristas brasileiros em oito meses. Os dados foram divulgados pelo Ministério dos Transportes nesta quinta-feira (10/9).

O tempo médio para conseguir a habilitação caiu 30%. Cerca de 4% dos candidatos obtêm o documento em até 30 dias, enquanto 40,6% ainda levam mais de 180 dias.

Entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 7,3 milhões de requerimentos, alta de 216,0% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2,3 milhões. O Ministério dos Transportes relaciona o crescimento à redução de custos e às facilidades para emitir a CNH.

As novas normas foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no fim de 2025. Entre as mudanças, está o fim da obrigatoriedade de aulas exclusivamente em autoescolas. A preparação teórica pode ser feita por cursos digitais gratuitos, enquanto as aulas práticas podem ser realizadas com instrutores autônomos credenciados.

A carga mínima de aulas práticas também foi reduzida de 25 horas para 2 horas. Continuam obrigatórios os exames médicos, as provas teórica e prática e o registro biométrico dos candidatos. No período analisado, houve aumento de 121,4% na realização dos cursos teóricos.

Renovação automática

Motoristas sem infrações recentes e cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores passaram a ter direito à renovação automática e gratuita em determinadas condições. Foram realizadas 1,7 milhões de renovações automáticas, com economia de R$ 1,44 bilhões para os condutores.

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que as medidas reduziram o custo da primeira habilitação. Entidades do setor de autoescolas criticam as mudanças e apontam riscos à formação dos motoristas. O governo sustenta que os exames padronizados e as provas obrigatórias mantêm a segurança do processo.

Nos primeiros meses de implementação, 13,2% dos novos habilitados fizeram cursos práticos com instrutores autônomos. Também houve redução de 77% nos registros de infração para novos habilitados.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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