MIAMI — O Nubank está ampliando os investimentos em marketing nos Estados Unidos para tornar a marca conhecida antes da abertura de novas contas. A estratégia reúne influenciadores, futebol e Fórmula 1, em um mercado no qual o banco ainda precisa construir familiaridade com o público.
A empresa já tem cerca de 140 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. Agora, busca levar aos Estados Unidos parte do efeito de rede associado ao crescimento da marca, historicamente impulsionado por recomendações e pelo boca a boca, sem depender excessivamente da compra direta de clientes.
Criadores e alcance
A frente mais recente envolve um programa de creators em Miami, anunciado por Kim Farrell, diretora global de marketing do Nu e ex-executiva do TikTok. A seleção procurou perfis ligados a finanças, negócios, viagens, carreira, família e empreendedorismo, com experiências relacionadas à marca e oportunidades remuneradas.
Em 2025, o banco trabalhou globalmente com 149 criadores de conteúdo. Eles produziram 399 posts em canais próprios e outros 715 para os perfis da companhia. Dados apresentados pelo Nubank à SEC indicam que o material alcançou mais de 116 milhões de impressões e 2,9 milhões de interações, com taxa de engajamento de 2,5%.
Exposição no esporte
No futebol, o Nubank tornou-se, em março, o principal parceiro do Inter Miami. O acordo também deu ao estádio do clube de Lionel Messi o nome de Nu Stadium. A parceria foi apresentada pela empresa como parte de seu avanço internacional nos Estados Unidos.
Messi, capitão do time, chegou na semana passada a 100 gols pelo Inter Miami, justamente no Nu Stadium. A presença do jogador amplia a exposição global associada à marca.
Na Fórmula 1, o Nu é parceiro oficial da Mercedes-AMG Petronas desde o início deste ano. A categoria reúne, segundo a companhia, 827 milhões de fãs no mundo. Ao anunciar o acordo, o banco citou os Estados Unidos entre os mercados em que pretendia aumentar o reconhecimento da marca.
A estratégia internacional combina, assim, investimentos para apresentar o Nubank a milhões de americanos com a tentativa de reproduzir, em um novo mercado, a expansão baseada em confiança, familiaridade e indicações.








