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Economia

Regras de Trump para voto pelo correio enfrentam falta de tempo, papel e recursos

Autoridades eleitorais dos Estados Unidos dizem que mudanças exigidas pelo Serviço Postal podem não ser implementadas antes da eleição de novembro.

Autoridades eleitorais dos Estados Unidos afirmam que não há tempo suficiente para cumprir as novas exigências do Serviço Postal dos EUA para o processamento de cédulas pelo correio. A adaptação também pode enfrentar falta de papel, custos de milhões de dólares e dificuldades tecnológicas.

As regras determinam que os envelopes de envio e de retorno tenham códigos de barras exclusivos para cada eleitor. Em várias localidades, principalmente em áreas rurais, os envelopes ainda não possuem esse recurso. Mais de uma dúzia de condados da Pensilvânia está nessa situação, segundo documentos judiciais.

Em Washington, mais de 1 milhão de envelopes precisariam ser substituídos. O diretor eleitoral Stuart Holmes estimou o custo em quase US$ 2 milhões. Ele disse que os três principais fornecedores usados pelo estado não confirmaram que conseguiriam fazer a reimpressão dentro do prazo.

“Simplesmente não é possível cumprir a exigência do USPS”, afirmou Holmes.

Dificuldades de produção e aprovação

Fornecedores alertaram que não há estoque suficiente de papel para atender aos pedidos de reimpressão. A escassez também poderia atrasar o fornecimento do material necessário às empresas responsáveis pelos envelopes, afirmou Dena Dawson, diretora eleitoral do Oregon.

Antes da impressão, cada novo modelo precisaria ser analisado e aprovado pelo Serviço Postal. A agência teria cerca de 40 Analistas de Design de Correspondência, conhecidos como MDAs, para avaliar modelos que podem variar entre localidades. Em Michigan, existem 1.521 tipos diferentes de envelopes, e parte deles precisaria ser redesenhada.

Em Vermont, a aprovação de 494 formatos de cédulas e envelopes levou aproximadamente três meses. Depois do processo, o Serviço Postal ainda pediu mudanças em 247 modelos, relatou a secretária de Estado Sarah Copeland Hanzas.

Portal para listas de eleitores

Outra exigência prevê que os escritórios eleitorais enviem ao Serviço Postal listas atualizadas dos eleitores que receberão cédulas. Para isso, a agência criou um portal ainda não testado em larga escala.

O escritório da secretária de Estado do Colorado calcula que a inserção dos dados acrescentaria dezenas de milhares de horas de trabalho. Parte das informações, como os códigos de barras associados aos eleitores, teria de ser incluída manualmente.

A possibilidade de erros também preocupa as autoridades. A regulamentação indica que arquivos do Excel poderiam ser aceitos, mas números iniciados por zeros podem perder esses caracteres nas configurações padrão.

No Arizona, o secretário de Estado Adrian Fontes questionou se o portal conseguiria processar os dados do condado de Maricopa, que tem mais de 2,5 milhões de eleitores. O envio de informações por outro sistema federal precisou ser agendado para evitar uma pane, afirmou Fontes em declaração judicial.

As exigências estão suspensas temporariamente por decisão de um tribunal federal. O governo recorreu, e a disputa pode voltar à Suprema Corte. Enquanto isso, autoridades eleitorais dizem que a eleição ocorrerá em novembro e orientam os eleitores a esperar o voto pelo correio como em eleições anteriores.

A Casa Branca rejeitou as críticas e afirmou que a proposta havia sido apresentada meses atrás. O Serviço Postal disse que está analisando as preocupações de um denunciante e defendeu a criação do Portal Federal de Cédulas Eleitorais pelo Correio.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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