A indicação da safra é útil na hora de escolher um azeite, mas não funciona sozinha como garantia de qualidade. Um produto de uma colheita anterior pode estar em boas condições quando foi produzido e conservado corretamente. Já um azeite mais recente pode ter problemas desde a colheita até o armazenamento e a logística.
A safra corresponde ao período em que as azeitonas foram colhidas e processadas. Como essa colheita ocorre uma vez por ano, a referência muda conforme o hemisfério. No Mediterrâneo, ela costuma acontecer entre setembro e janeiro. No hemisfério Sul, geralmente ocorre entre fevereiro e junho.
O que influencia a qualidade
A qualidade começa nas condições das azeitonas. O estágio de maturação, eventuais danos e o tempo entre a retirada das árvores e o processamento interferem no resultado final. Também fazem diferença a temperatura usada na produção, a higiene dos equipamentos e o método de extração.
Depois de pronto, o azeite continua exigindo cuidados. A exposição à luz, ao calor e ao oxigênio pode acelerar a oxidação, reduzindo o frescor e alterando aromas e sabores. Com o tempo, os polifenóis, compostos associados a benefícios à saúde, também se modificam.
Safra e envase são informações diferentes. A primeira indica quando as azeitonas foram colhidas; a segunda registra o momento em que o produto foi colocado na embalagem. Pode haver um intervalo entre essas etapas.
Na prateleira, a data de produção pode ajudar a decidir entre azeites semelhantes. A escolha, porém, deve considerar também a origem, o produtor, o tipo de embalagem e as condições de conservação. A ideia de que um azeite mais novo é necessariamente melhor não é suficiente para avaliar o produto.
A qualidade depende do conjunto: boas azeitonas, colheita cuidadosa, processamento adequado, conservação correta e transporte capaz de preservar as características do azeite até o consumo.








