O Standard Chartered projeta uma valorização de 7.043% para a criptomoeda Arbitrum até 2030. O relatório, assinado por Geoff Kendrick, head global de análise de ativos digitais, estima que o token passe dos atuais US$ 0,14 para US$ 10,00.
A Arbitrum é emitida pelo blockchain que leva o mesmo nome, uma das duas maiores redes de segunda camada do Ethereum. A outra é a Base, da Coinbase. Esse tipo de rede é construído sobre uma blockchain de primeira camada para agrupar transações e enviar os dados consolidados à rede principal, com maior velocidade e custos menores.
Uso por empresas financeiras
O relatório destaca como diferencial da Arbitrum a estratégia de levar empresas do setor financeiro tradicional para o blockchain. A corretora Robinhood, dos Estados Unidos, criou a Robinhood Chain usando a tecnologia da rede. Em troca do trabalho como provedora de tecnologia, a Arbitrum recebe uma taxa de 10% sobre o faturamento do blockchain da Robinhood.
Com o lançamento da Robinhood Chain, o Standard Chartered projeta que a Arbitrum receba US$ 5 milhões em setembro. O valor representa quase cinco vezes o que a rede recebia antes do lançamento do blockchain da Robinhood.
Kendrick afirma que a estrutura pode beneficiar a Arbitrum com o avanço dos ativos tokenizados. O analista espera que US$ 4 trilhões sejam tokenizados até o fim de 2028. A partir dessas projeções, o banco definiu US$ 10 como preço-alvo para o token ARB até 2030, alta de 70 vezes sobre a cotação atual.
Para calcular o chamado valor justo, o analista comparou o valor de mercado da Arbitrum com as taxas pagas ao protocolo. O múltiplo de capitalização da ARB em relação ao PIB anualizado de três meses do ecossistema é de 1,3 vezes. Em Ethereum, Solana e Avalanche, os múltiplos chegam a 25 vezes.
Às 15h53, no horário de Brasília, desta terça-feira, 15, a Arbitrum subia 1,7% em 24 horas e era negociada a US$ 0,14.







