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TCU prepara fiscalização sobre negociação para resolver déficit da Petros
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Economia

TCU prepara fiscalização sobre negociação para resolver déficit da Petros

Tribunal arquivou investigação atual, mas poderá acompanhar mudanças nos planos de equacionamento do fundo de pensão da Petrobras.

O Tribunal de Contas da União autorizou a abertura de um processo específico para acompanhar as negociações sobre os déficits da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras. A fiscalização poderá começar quando avançarem as discussões para reformular os planos de equacionamento em vigor.

A investigação inicial considerava a possibilidade de a Petrobras assumir parte da conta hoje atribuída a participantes e aposentados. A mudança poderia contrariar a regra de paridade das contribuições. Petrobras e Petros informaram, porém, que não houve alteração nos planos atuais nem aprovação de uma nova obrigação financeira.

Investigação arquivada

Como não identificou irregularidade nem uma solução concreta já aprovada, o TCU considerou o processo improcedente e determinou seu arquivamento. O tribunal decidiu manter o tema sob acompanhamento por causa do tamanho dos valores envolvidos.

Em dezembro do ano passado, ao autorizar a investigação, o ministro Jorge Oliveira registrou que os aportes necessários para equilibrar a Petros eram estimados em 36 bilhões de reais. O montante não representa uma proposta aprovada pela Petrobras, mas indica a dimensão financeira das negociações analisadas pela Corte.

A Petrobras também já possui compromissos relacionados aos déficits do fundo. No fim de 2025, o saldo das contribuições extraordinárias futuras contratadas nos planos PPSP-R e PPSP-NR alcançava 20,7 bilhões de reais. A patrocinadora e os participantes dividem essas contribuições de forma paritária.

Se a solução negociada ampliar a participação da Petrobras no pagamento dos déficits, o desenho poderá ser submetido a uma fiscalização própria do TCU. O resgate da Petros ainda está em negociação, mas a Corte já reservou uma área técnica para acompanhar o caso.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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