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Variedade da azeitona influencia aroma e sabor do azeite
Economia

Variedade da azeitona influencia aroma e sabor do azeite

Mais de 2.000 variedades de oliveira foram identificadas, mas poucas são usadas na produção comercial de azeite.

A variedade da azeitona é um dos fatores que ajudam a definir o aroma, o sabor, o amargor, a picância e a intensidade de um azeite. Mesmo assim, a informação ainda costuma receber menos atenção do que a acidez e o preço na escolha do produto.

O International Olive Council (IOC/COI) identifica mais de 2.000 variedades de oliveira no mundo. Apenas uma parte é usada comercialmente. Algumas delas estão associadas à identidade de territórios específicos, como a Picual, ligada à Andaluzia, na Espanha, especialmente a Jaén; a Arbequina, comum na Catalunha; e a Coratina, presente na Puglia, no sul da Itália.

Na Grécia, a Koroneiki é uma variedade conhecida, enquanto a Galega e a Cobrançosa fazem parte da tradição olivícola de Portugal. Na Argentina, a Arauco, um cultivar Criollo introduzido pelos espanhóis durante a colonização, tornou-se emblemática da olivicultura de Mendoza.

Pesquisa e produção no Brasil

A olivicultura brasileira ainda é jovem, e muitas variedades cultivadas no país vieram de regiões tradicionais do Mediterrâneo. Pesquisas também avaliam quais materiais se adaptam melhor aos diferentes territórios brasileiros.

Na Serra da Mantiqueira, a EPAMIG, em Maria da Fé, no sul de Minas Gerais, estuda diferentes variedades. Entre elas estão a Grappolo 575 e a Grappolo 541. No Rio Grande do Sul, principal região produtora de azeite do país, a Manzanilla ainda é pouco cultivada, mas apresenta potencial sensorial.

Quando o rótulo informa uma única variedade, o azeite é chamado de monovarietal. Nos blends, diferentes variedades são combinadas para formar um perfil específico.

A Arbequina costuma gerar azeites mais delicados e frutados. A Picual pode apresentar maior intensidade, notas verdes, amargor e picância. A Coratina é associada à potência e à persistência. A Koroneiki tende a produzir azeites verdes, aromáticos e picantes. A Galega costuma ter perfil mais delicado e equilibrado.

Escolha depende de vários fatores

A variedade não determina sozinha o resultado. Clima, solo, altitude, manejo, momento da colheita, processamento e armazenagem também interferem nas características do azeite. Por isso, a mesma variedade pode apresentar perfis diferentes conforme o território onde é cultivada.

Na cozinha, azeites delicados podem acompanhar peixes, saladas de alface e legumes sem se sobrepor aos ingredientes. Os mais intensos podem combinar com carnes, saladas de rúcula e agrião e pratos de sabores marcantes.

Não existe uma variedade universalmente melhor. A escolha depende do paladar, do prato, do território e das decisões de quem produz. Observar qual azeitona está por trás da garrafa pode ampliar os critérios usados na escolha do azeite.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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