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Panetones de 2026 combinam tradição, fermentação natural e sabores brasileiros
Economia

Panetones de 2026 combinam tradição, fermentação natural e sabores brasileiros

Chefs apostam em receitas clássicas, ingredientes artesanais, recheios abundantes e combinações com frutas tropicais e chocolates especiais.

Chefs e confeiteiros já definiram as principais apostas para os panetones da temporada de Natal de 2026. Entre as tendências estão o resgate de receitas tradicionais, a fermentação natural, os chocolates especiais, os sabores cítricos e as releituras de sobremesas conhecidas.

Saiko Izawa, chef confeiteira do Rosewood São Paulo, prevê uma valorização dos sabores associados ao panetone clássico. Para ela, os consumidores devem procurar ingredientes e características mais próximos da receita original.

Mariane Adania, chef e confeiteira da Feliciana Pães e Outras Histórias, destaca a fermentação natural, os chocolates bean to bar e os ingredientes cítricos. Laranja e limão-siciliano cristalizados aparecem entre as opções apontadas por ela para trazer mais frescor às receitas.

Tradição com novas combinações

Julien Feron, chef do Mich Mich Padaria Artesanal, defende a preservação da origem italiana do panetone, com espaço para novas combinações. A padaria prepara uma versão de frutas com cupuaçu brasileiro, laranja e limão italianos, além de uma receita de chocolate com massa de cacau, chocolate ao leite, chocolate meio amargo e cereja amarena.

A Kosmos terá, em 2026, uma versão tradicional com chocolate, outra de framboesa e pistache e uma criação de gergelim preto com chocolate branco, inspirada nas bebidas lattes do cardápio da casa. As receitas seguem a proposta de equilibrar o dulçor.

Roberta Zogbi, chef da Petite Fleur, aposta na permanência dos panetones recheados. Para ela, cremosidade, recheios abundantes e diferentes texturas ganham importância, especialmente quando as camadas ficam visíveis no corte.

Vera Helena Mirandez, sócia e fundadora da Dona Deôla, também prevê o fortalecimento das versões tradicionais, artesanais e frescas. “O simples, quando bem feito, ganha ainda mais valor”, afirma.

Ingredientes brasileiros e releituras

Diêgo Penido, padeiro e idealizador da Na Fila do Pão, considera que a fermentação natural deve continuar entre as principais tendências. Ele também espera o retorno de sabores italianos, como passas, laranja, cereja e baunilha, além do uso de frutas tropicais e cítricas, castanhas e chocolates nacionais.

Para Penido, os recheios continuarão relevantes, mesmo com a maior atenção dada à massa. Ele também vê espaço para ingredientes brasileiros na criação de novas camadas de sabor.

Leonardo Macedo, idealizador e sócio-fundador do Nanica, aposta em panetones inspirados em sobremesas conhecidas, como o morango cravejado e o banoffee. A marca também trabalha em uma receita exclusiva e prevê maior procura por produtos artesanais e frescos.

Michelle Kallas, da Mica Chocolates, afirma que a temporada deve privilegiar sabores tradicionais e afetivos, com creme de avelã, pistache e caramelo. A inovação pode aparecer em detalhes como azeite e especiarias. A marca prepara panetones de fermentação natural, com recheios produzidos 100% na casa, sem conservantes e com menos açúcar.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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