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Gilmar Mendes manda Globo chamar Renan Santos para debate presidencial
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Gilmar Mendes manda Globo chamar Renan Santos para debate presidencial

Decisão do ministro do STF reverteu negativa do TSE e determinou a participação do candidato do Missão no debate da TV Globo.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a TV Globo inclua Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, no debate presidencial marcado para começar às 21h30 desta quinta-feira, 1º de outubro.

A ordem foi dada em uma tutela de urgência e reverteu decisão de Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia negado a participação de Renan. O argumento era que a legislação eleitoral não obrigava a emissora a convidá-lo, já que o Missão não tinha os cinco deputados necessários para garantir presença em debates.

Critério para substituir desistente

Gilmar determinou que Renan ocupe a vaga deixada pela desistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com as mesmas condições de tempo, perguntas e posição dos demais candidatos.

As regras divulgadas pela Globo estabeleciam que, em caso de desistência, poderia ser chamado o candidato mais bem colocado na pesquisa Quaest de 28 de setembro que não tivesse participação assegurada pela legislação eleitoral. Renan apareceu com 3% e era o primeiro colocado entre os candidatos nessa situação.

Para o ministro, a autonomia da emissora para organizar o debate não representa um poder “discricionário absoluto”. Na decisão, ele afirmou que os critérios devem respeitar imparcialidade, isonomia, pluralismo político e o direito dos eleitores à informação.

Gilmar também citou o caso de Romeu Zema, que tinha 1% na mesma pesquisa e havia obtido do TSE o direito de participar do debate com base no critério de representação parlamentar. A Globo e o TSE foram comunicados imediatamente para que a decisão fosse cumprida antes do início do evento.

Às 19h24, Flávio Bolsonaro afirmou nas redes sociais que não participaria mais do debate. O senador do PL-RJ justificou a decisão citando uma determinação de Estela Aranha, do TSE, para que a Globo não exibisse o púlpito vazio de Lula no evento. Renan havia dito que estava no Rio de Janeiro, pronto para ir ao debate.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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