MADRI — A Uefa trabalha para encontrar um candidato capaz de derrotar Gianni Infantino nas eleições para a presidência da Fifa e promover uma reforma duradoura na governança do futebol mundial. A informação foi dada pela vice-presidente da entidade europeia, Laura McAllister, nesta quarta-feira (16).
Infantino anunciou que buscará outro mandato nas eleições de março. Para McAllister, os adversários precisam apresentar uma candidatura com chances reais de vitória, e não apenas um nome para fazer oposição simbólica.
A executiva afirmou que o candidato não precisa ser europeu. A prioridade da Uefa é encontrar alguém capaz de unir as confederações e defender um programa de reformas. Entre as medidas citadas estão mais prestação de contas e transparência, o reconhecimento adequado de conflitos de interesse, maior proteção aos denunciantes e uma liderança mais diversificada.
Oposição a Infantino
McAllister rejeitou a avaliação de que a oposição ao presidente da Fifa perdeu força. Segundo ela, a Uefa continua avançando em frentes jurídicas e políticas e mantém o trabalho para formular uma alternativa de governança.
O movimento ganhou força depois do fracasso da proposta de vender a investidores privados uma participação de até 20% nas competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo. A iniciativa enfrentou resistência da Uefa, da AFC e da Concacaf. Federações nacionais europeias também retiraram apoio à reeleição de Infantino, com a Grécia como caso mais recente citado por McAllister.
A vice-presidente disse que os países da Uefa permanecem unidos na defesa de mudanças e que a questão não se limita à permanência de uma pessoa na presidência. A entidade, segundo ela, considera o conteúdo da plataforma mais importante do que a identidade ou a nacionalidade do candidato.
McAllister também afirmou que a Uefa não insistirá em um nome europeu se surgir um candidato confiável de outra confederação. Para ela, é necessário definir primeiro um modelo claro de boa governança no futebol mundial.
Caso Infantino seja reeleito, a executiva disse que o futebol europeu continuará sendo uma força importante no cenário internacional. Ela também afirmou que a liderança da Fifa deveria aprender com o período que, segundo suas palavras, foi considerado pelo esporte uma crise existencial.








