Gianni Infantino confirmou que disputará a reeleição à presidência da Fifa em 2027, mesmo com o avanço da oposição no futebol internacional. A votação está prevista para março de 2027, e a candidatura anunciada em abril continua mantida, informou um porta-voz do dirigente.
A Uefa se posicionou contra a permanência de Infantino e acusou o presidente de “gestão desleal”. A entidade europeia chegou a ameaçar um boicote a competições da Fifa. A ameaça foi retirada no fim de agosto, mas a Uefa manteve a intenção de impedir um novo mandato.
A crise aumentou depois que Infantino propôs administrar receitas da Copa do Mundo por meio de uma empresa aberta a investidores privados. O plano acabou abandonado, mas as críticas continuaram. Federações da Itália, Suécia, Escócia e Nova Zelândia retiraram o apoio ao dirigente. Grupos de torcedores, ex-jogadores e Sandor Csanyi, vice-presidente do Conselho da Fifa, também se posicionaram contra ele.
Apoios e eleição
Infantino ainda conta com o respaldo da CAF, que declarou apoio unânime à candidatura. Parte da Conmebol, algumas federações, ex-jogadores e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também apoiam o dirigente.
Até agora, ele é o único candidato declarado. Victor Montagliani, presidente da Concacaf e vice-presidente da Fifa, é apontado como possível adversário. Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, descartou concorrer.
Os candidatos têm até 18 de novembro para formalizar a participação. A escolha será feita pelas 211 federações filiadas à Fifa, e a vitória depende de maioria simples dos votos. Se for reeleito, Infantino iniciará seu quarto e último mandato e poderá permanecer no cargo até 2031.









